HUNTER - Venha me Pegar

HUNTER - Venha me PegarPT

Jenna A Smith  Em andamento
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Resumo
Índice

Megan Halloran inicia seu primeiro ano na Academia Nephilim. Perguntas feitas antes de seu Despertar a atormentam desde então e ela vai em busca de respostas, mesmo que isso signifique arriscar a sua vida no meio dos vampiros e lobisomens. Seus amigos a ajudam a saber quem ela é, mas nem todos gostam de saber a verdade. Amélia Collins enfrenta seus próprios demônios enquanto faz de tudo para manter as verdades escondidas de sua própria família. Uma nova ameaça está cada vez mais perto de Megan e ela não conseguirá fugir para sempre.

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PRÓLOGO
-- 02/12/2016 -- Eu queria que Amélia estivesse segurando minha mão quando eu morri. Mas ela não estava lá. Eu não lembro direito o que aconteceu, só lembro de estar no quarto com Mason e Jason. O efeito dos remédios estava passando e eu estava sentindo dor. Mason segurou minha mão e Jason me ofereceu uma xicara de chá quase frio. Eu lembrava que Amélia tinha trazido para mim antes de sair com urgência com um Guardião. Eu bebi apenas alguns goles do chá e logo o coloquei de lado. Minutos depois eu não me senti bem e vomitei o chá em uma lata de lixo que estava ao lado da cama. Mason segurou meus cabelos e passou a mão nas minhas costas. - Você está quente – disse ele, com um tom preocupado em sua voz. Eu sabia que não faltava muito tempo e queria que Amélia voltasse logo. - Segure minha mão – sussurrei o mais alto que consegui para fazer Mason me ouvir. Seus olhos já estavam cheios de lágrimas. Ele segurou a minha mão e olhou em meus olhos. - Eu não vou sair do seu lado, Megan
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1 - MEGAN
Eu não sabia o que estava acontecendo. Era como se eu tivesse ingerido um veneno e ele estivesse queimando meus órgãos. Até meu coração parecia estar queimando, como se realmente estivesse pegando fogo. Era como a dor reversa que eu havia sentido antes de morrer. Era mais como um formigamento doloroso dentro do meu corpo, que corria pelas minhas veias.O pior é que eu não conseguia me mexer. Eu estava começando a ter consciência das coisas à minha volta, mas não conseguia abrir os olhos e minha respiração estava fraca demais para alguém perceber que eu estava viva. O primeiro sentido que voltou foi o da audição. Eu ouvi três homens conversando perto de mim e ouvi passos lentos, como se eles não tivessem nada mais para fazer a não ser ficar ali.Depois eu consegui mexer os dedos das mãos e dos pés. Mas ainda não conseguia abrir os olhos para ver onde eu estava. Era agonizante.Eu ouvi estrondos e sabia que estava chovendo forte do lado de fora de onde eu estava. Não reconheci as vozes
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2 - MEGAN
-- 23/12/2016 -- Não havia neve. Nem parecia que o natal seria dali a dois dias. Eu fiquei olhando o sol da manhã pela janela do meu quarto na casa de Miranda. Eu tinha vista para a bela plantação de rosas que ela tinha atrás da casa e para o túmulo de meu avô, Dominique. Era estranho estar ali, eu ainda não estava acostumada com aquela casa depois de uma semana ali. A Academia estava de férias até dia dois de janeiro, quando voltariam as aulas. Amélia me levou para passar as férias na casa da mãe dela, que era quase como minha avó, mas que na verdade não era mãe biológica da minha mãe, Mary Halloran, que morrera cinco anos atrás em um incêndio que levou também minha irmã gêmea, Melanie, e meu pai, Garyson. Miranda gostava que eu a chamava de avó, ou de vovó, fazia-a parecer ser a avó de alguém finalmente logo que meus primos, Mason e Jason Collins, quase não falavam com ela. Mason estava na casa também, no quarto ao lado do meu. Mas ele e Andrea não saíram de debaixo do edredom
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3 - MASON
- Você gosta da minha mãe? – perguntou Mason, se recostando na cadeira e tentando relaxar. - Se isso fizerem vocês aceitarem mais o nosso relacionamento, não, eu não gosto da sua mãe. Eu a amo – disse Connor, passando a mão na nuca, nervoso por enfim estar contando aos seus melhores alunos que estava namorando a mãe deles sem eles saber há quatro anos. – Creio que deveríamos ter contado antes. Mas Amélia não quis contar por medo da reação de vocês. - Ela tinha razão em temer nossa reação – disse Jason, se levantando da mesa e saindo da sala de jantar com um olhar furioso. - Achei que você e o seu irmão gostassem de mim. – Connor esfregou os olhos. - E a gente gosta. – Mason se inclinou na mesa e falou baixinho. – Mas a gente nunca teve um pai e só agora a nossa mãe arrumou um namorado, depois de tanto tempo. Seria legal se ela tivesse contado antes. Jason está com muita raiva, mas não é de você. Você é o nosso segundo melhor instrutor da Academia. Connor riu. - O primeiro seria
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4 - MEGAN
Eu não sabia se prestava atenção na conversa do Mason com o Connor ou se prestava atenção na briga de Miranda com Amélia. Ambas as conversas estavam emocionantes, mas a discussão de Amélia me chamou mais a atenção. - Desde quando vocês estão juntos, Amélia? – sussurrou Miranda para que ninguém fora da cozinha ouvisse. Ela estava brava e ansiosa para falar com Amélia. Ela teve que esperar o jantar acabar para poderem conversar, e nem podia ser em particular, logo que Andrea, Stella e eu estávamos ali na cozinha também. - Já falamos isso. Estamos juntos há quatro anos, mãe – Amélia pegou o bolo na geladeira e colocou sobre a bancada. – Não tem mais o que falar sobre isso. - Claro que tem. Tipo o fato de ele ser uns dez anos mais novo que você – continuou Miranda, colocando as mãos na bancada e se inclinando sobre ela. - Dez anos e meio para ser mais exata – disse Amélia, pegando as velas em uma gaveta. – Mas eu não vejo problema algum nisso. - Com certeza não, até ele te trocar po
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5 - MEGAN
- Posso entregar meu presente? – perguntou Connor, da cadeira onde ele estava sentado. Todos olharam para ele e assentiram. Ele pegou uma pequena caixinha no bolso da calça, se levantou e se ajoelhou na frente de Amélia, sorrindo. – Se eu te pedisse em casamento hoje, sei que você diria não e provavelmente teria um ataque por ter sido pega de surpresa. Então, por hora, quero que aceite esse lindo anel de compromisso. Ele abriu a caixinha de veludo e todos puderam ver o lindo anel de prata rodeado de pequenas pedrinhas que para mim poderiam ser diamantes, mas eu não tinha certeza. Era magnifico. - Se não quiser usar na Academia eu entenderei, mas ficaria muito feliz se usasse – ele tirou a aliança da caixinha e pegou na mão de Amélia, que estava com um sorriso de orelha a orelha. Depois de um aceno de cabeça, ele colocou a aliança em seu dedo, beijou sua mão e se sentou. Todos ficaram olhando Amélia enquanto ela admirava o anel em seu dedo. - Bom, vamos continuar – Miranda bebeu o
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6 - MEGAN
-- DIAS ATUAIS -- Um mês havia se passado desde o início das aulas. Estávamos no meio da semana e o meu treinamento havia sido intenso o suficiente para que eu já quisesse que fosse sábado para poder descansar. O dia ainda estava na metade e eu estava cansada, mas sabia que não poderia voltar para o dormitório antes das aulas acabarem. Não era como eu imaginava. Eu achei que tudo ia ser maravilhoso, mas na verdade eu quase não conseguia mais ficar com meus amigos ou passar um tempo com Amélia. Os treinamentos eram cansativos demais e assim que as aulas acabavam eu corria para o meu quarto para descansar. Às vezes Kelsy e Andrea passavam a noite comigo e ficávamos assistindo televisão juntas, fazendo maratona de séries. Elas diziam que eu não estava acostumada com o treinamento pesado, mas que em alguns meses eu já estaria mais habituada com minha nova vida. Meus músculos estavam doloridos desde o primeiro dia. Kelsy e Andrea me pediram para treinar na academia depois das aulas, ma
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7 - MEGAN
Todos os meus amigos gostaram de Adrian. Todos menos Mason. Ele ainda estava com ciúmes por descobrir que meu novo amigo estava na turma da sua namorada e ela nunca mencionara ele antes. Eu concordava com Andrea quando ela dizia que não tinha o que mencionar. Eles nem se conheciam antes que eu os apresentasse. Então meu primo não tinha motivos para ter ciúmes. Depois do jantar, Adrian e eu demos uma volta sozinhos para conversar. - Seus amigos são bem legais – disse ele, colocando as mãos no bolso da calça jeans. - Sim, eles são – falei. – E você vai gostar ainda mais deles com o passar do tempo. - Espero que sim – ele abriu as portas grandes que levavam para a parte aberta da Academia, onde tinha um chafariz lindo de uma coruja. Andamos pelo chão de pedras até o chafariz e nos sentamos na borda da piscina. – Espero que o seu primo Mason também goste de mim com o tempo. - Desculpa pelo jeito como ele agiu com você lá no refeitório – falei, me virando para olha-lo. – Eu não sabia
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8 - MEGAN
-- 02 de fevereiro -- Eu acordei no dia seguinte com os sons dos passos das outras meninas do meu andar andando pelo corredor, indo e voltando do banheiro e conversando umas com as outras. Era barulho demais para mim para aquela hora da manhã e eu fiquei na cama por mais uns dez minutos com o travesseiro sobre a cabeça para tentar abafar o som, o que não deu muito certo. Desde a minha transformação eu estava mais atenta, mais desperta, o tempo todo. Acordava de madrugada cada vez que ouvia alguém espirrar, tossir ou deixar cair alguma coisa em seu quarto. E meu único pensamento era “essas paredes deveriam ser mais grossas”. Quando eu finalmente me levantei naquela quinta-feira eu estava cansada demais para qualquer coisa. Meu corpo estava dolorido por causa das aulas e treinamento físico e minha mente cansada das aulas teóricas. A minha primeira aula daquela quinta-feira seria geografia. Era mais ou menos uma aula onde estudávamos os pontos onde os vampiros buscavam para se escond
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9 - MEGAN
Quando eu estava doente, uma semana antes do meu aniversário de dezoito anos, Mason veio até mim, dizendo que era possível que minha mãe tivesse traído meu pai com um lobisomem e por isso eu era meio diferente do que era para ser. Eu orava para que aquilo não fosse verdade. Nenhuma filha quer pensar na mãe traindo o próprio pai e engravidando de outro homem. Mary e Garyson Halloran era meus pais, e isso nunca iria mudar. Mas eu não era uma Hunter Mestiça comum. Mestiços não tem poderes nem dons. Mas eu já me curara duas vezes. Sozinha. Como mágica. E não ficara cicatriz nenhuma. Isso e o fato de eu quase ter morrido porque meu corpo não estava aceitando a transformação para Hunter. No final das contas eu me transformei, claro. Mas eu me sentia mais estranha ainda. E bem lá no fundo, algo em mim gritava dizendo que tinha algo de errado comigo. Meus amigos não sabiam de nada. Apenas Mason. E ele estava tão assustado quanto eu. Mas não podíamos fazer nada. Sempre que eu me machucava
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