Beca e Nick

Beca e NickPT

Cassandra Drummond  concluído
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Resumo
Índice

Beca e Rick são o casal perfeito, sempre foram, tinham uma sintonia que poucas pessoas conseguem na vida. Iriam se casar. Isso, claro, se Rick não a tivesse chutado duas semanas antes do casamento. Agora, seis meses após o termino, Beca tenta encarar sua nova vida, morando com suas amigas, em um emprego novo, tentando viver sem o seu maior e único amor, o homem com quem achava que passaria o resto de sua vida e, tentando descobrir quem ela é sem ele, porque jamais teve que saber antes. Então, ela conhece Nick, após atropela-lo. Ele é um cantor famoso no país inteiro e provavelmente a pessoa mais desprezível de todo o universo, sarcástico, mesquinho, arrogante e um grandessíssimo babaca. E, por mais que não quisesse de jeito nenhum, Beca acaba se esbarrando com ele mais do que gostaria. Entre brigas e provocações diárias, Beca e Nick percebem que tem mais em comum e mais a aprender um com o outro do que poderiam imaginar.

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142 chapters
Prólogo
 – Beca, eu acho que... Não sei como dizer isso. Nós não damos mais certo. Quer dizer, fiquei pensando, se não seria melhor a gente acabar com esse noivado. Cancelar o casamento. Acho que eu preciso de um tempo. Vai ser melhor assim.Uma vez, aos dez anos, achei que seria uma boa ideia me pendurar de cabeça para baixo em uma árvore. Acontece que foi uma péssima ideia. Eu estava com as pernas dobradas enganchadas em um galho relativamente grosso, os braços balançando abaixo da minha cabeça, meus cabelos balançado feito uma bandeira. Inicialmente, me senti quase como se estivesse flutuando, estava feliz e ria alto comigo mesma. Então, veio a queda, e eu quebrei o braço direito. A dor de quebrar um osso era uma coisa excruciante, angustiante e me fez gritar a plenos pulmões, gritar tanto que assustei a rua toda.Foi a maior dor que já senti na vida. O osso n
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Dedicatória
A vida é uma sucessão infinita de obstáculos nos quais estamos sempre tropeçando. Às vezes, conseguimos ficar em pé, manter o equilíbrio, e fingir que nada aconteceu. Outras vezes, não há nada a ser feito e simplesmente caímos de cara no chão.A questão era que, há seis meses, eu não conseguia mais manter o equilíbrio, quando eu tropeçava, ia direto para o chão.Depois do término, eu havia me mudado do meu antigo apartamento para a casa da minha mãe e, como não deu certo, depois para a casa de uma amiga, Juliana. Nós nos conhecemos na faculdade e foi amizade à primeira vista. Tínhamos muito em comum e, mesmo que tivéssemos personalidades diferentes, ela me completava de um jeito esquisito e maluco.Também tinha Mia, a namorada de Juliana que também morava com a gente. Ela era impossi
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Atropelando Problemas
Sequei minhas lágrimas com um safanão nas bochechas e ajeitei minha postura.Havia um homem na frente do meu carro, apoiado em um dos joelhos, analisando um rasgo em sua calça.Apressei-me até ele, estiquei as mãos para toca-lo, mas pensei bem e recuei. – Você está bem?Ele ergueu a cabeça e me fulminou com o olhar, havia tanta raiva que até me fez recuar mais um passo. O homem se levantou e, se ergueu à minha frente como uma coluna de ossos e carne. Era tão alto que eu tinha que erguer o queixo para olhá-lo e, no meu caso, isso era estranho já que eu era uma mulher alta, com pouco mais de um metro e setenta. – Se estou bem? – ele retorquiu – Você acabou de me atropelar! Tá maluca? Por acaso comprou a merda da sua carta de motorista? Você ao menos sabe dirigir? Ah, merda, eu não precisava disso hoje
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Desprazer
O estranho me olhou, por um breve momento, mas não disse nada, apenas empurrou a porta e entrou. Qual era o maldito problema daquele cara? Será possível que ele não tinha um pingo de educação?Depois que ele falou com a recepção, dando seus dados, nós dois ficamos esperando na sala de espera. Achei que, apenas porque estava cheia, ele se sentara ao meu lado, já que era o único lugar vago disponível. Ele pegou o celular e focou sua total atenção na tela luminosa.Fiquei balançando a perna, impaciente, enquanto ficava pensando o quão fodida eu estava por estar tão absurdamente atrasada à essa altura. No primeiro dia! Eu seria demitida, com certeza.Eu tinha tanta sorte! Por que diabos fui abrir aquela caixa? Só para ficar terrivelmente abalada ao ponto de sequer notar que havia alguém na frente do meu carro? E por que, dentre
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A Garçonete
Não fui demitida. O que foi bastante surpreendente.Minha chefe me recebeu com uma expressão zangada bastante assustadora. Me deu uma bronca durante trinta minutos sobre pontualidade e como ela esperava mais de mim já que era o meu primeiro dia e que, se isso se repetisse, ela não teria outra opção senão me demitir.Por isso, o dia todo, dei um sorriso simpático e caloroso para os clientes, fui atenciosa e até recebi algumas gorjetas, que coloquei na caixinha de doações do restaurante.Eu tinha arranjado um emprego como garçonete. Como era um restaurante chique no bairro nobre da cidade pagavam mais do que pagariam em um boteco qualquer. O único problema era que eu tinha que usar um uniforme. Não era feio, era uma calça social preta, uma camisa branca com as mangas sobradas, um colete preto com uma plaquinha com meu nome e, uma gravata borboleta vermelha, al&
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Aquele Cantor
Fiquei parada em um ponto visível para todas as mesas, olhando para os lados, para detectar qualquer sinal de que alguém precisava dos meus serviços. Minha chefe chamava esse lugar da “zona de prontidão”. Ficava bem embaixo da luz, então tornava fácil minha visualização.Parei um segundo para observar Nicolas. Ele e Renata estavam conversando. Na verdade, ela falava e ele parecia bastante interessado na toalha de mesa branca. Renata parecia falar de um assunto sério, porque gesticulava incisivamente com a mão e sua expressão era severa. Se antes eu pensei que ela era alguma espécie de namorada, percebi que esse não devia ser o caso. Ela parecia até mesmo uma mãe dando bronca em seu filho levado.Desviei o foco quando notei alguém sinalizar pra mim, fui até a mesa e anotei os pedidos, voltando para o balcão, logo em seguida.Qu
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Vinho Tinto
Depois que saí, vi pelo menos mais três pessoas abordarem Nicolas para fazer uma selfie ou simplesmente para falar com ele. Fiquei imaginando se ele era grosseiro com as outras pessoas, ou se era um humor que ele guardava especialmente pra mim. Mas, fala sério, eu só o atropelei de leve, nem chegou a machucar de verdade, não era necessário tanta hostilidade.Tive que voltar para servir a salada de salmão, mas Nicolas permaneceu estranhamente quieto diante da minha presença. Renata murmurou um obrigado. Havia uma certa tensão esquisita entre aqueles dois.Olhei no meu relógio de pulso e percebi que já tinha passado vinte minutos da minha hora de ir embora. Suspirei de alívio. Aquele foi um dia difícil e eu só queria tomar um banho e dormir.Fui até minha chefe, que estava parada perto da entrada. A cada segundo ela olhava pra mesa do Nicolas e sorria, como se a
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Caixa de Lembranças
Uma vez, eu estava curtindo uma noite em uma boate com minhas amigas. Eu estava usando um short bem curto e percebia os homens encarando minhas pernas, isso me deixou ao mesmo tempo incomodada e também fez eu me sentir desejada de novo. Tinha acabado de terminar o noivado e estava precisando de um pouco de festa. Enquanto eu dançava, um cara começou a se esfregar contra mim. Ele era bonito, mas ainda era muito cedo pra mim para pensar em qualquer outra pessoa. Mandei ele se afastar, mas, ao invés disso, ele disse que eu rebolava bem e deu um tapa na minha bunda. Então, dei um soco na cara dele. Houve um tumulto depois disso e acabei indo parar na delegacia.Essa foi a coisa mais surpreendente que já fiz em toda minha vida. Nem acreditei quando projetei meu punho no rosto daquele babaca. Acabei quebrando o nariz dele, pude sentir o osso se partindo sobre a pressão da minha mão. Foi uma sensação até qu
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O Fantasma do Passado
Sentei-me no sofá para descansar um pouco e alcancei meu celular. Decidi fazer uma pesquisa rápida sobre Nicolas. Entrei no Google e coloquei seu nome artístico na barra de pesquisa, Nick De Santis.Encontrei informações sobre ele na Wikipédia. Tinha iniciado sua carreira aos vinte e dois anos, mas só fizera um estrondoso sucesso aos vinte e três, com a música Mar de Ilusões. Começou tocando em bares, até ir para casa de shows e iniciar turnês pelo Brasil, já tinha até cantado em vários países da América Latina. Tinha lançado três álbuns nesses quatro anos de carreira, ganhou alguns prêmios, uns bem impressionantes. Tocava violão, guitarra e ukulele. Agora, tinha vinte e sete anos, havia nascido no Rio Grande do Sul e se mudado para São Paulo aos dezoito. Suas músicas eram basicamente rock, já que era
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Choque de Realidade
 – Você foi uma grande decepção, Rebeca. – Foi tudo que Karen disse quando apareci no restaurante para entregar o uniforme. De certa forma, foi muito pior do que se ela tivesse gritado um sermão de trinta minutos.Depois, passei no supermercado pra enfim fazer as compras. Porém, fiz uma varredura na área para ter certeza de que Rick não fora ao supermercado de novo.Mia e Julie já estavam em casa quando voltei. – Essa casa tá brilhando, Beca, que maravilha, eu jamais teria limpado. – Julie me ofereceu um enorme sorriso quando entrei pela porta da frente. Quando viu as sacolas na minha mão, levantou-se do sofá, pegou todas elas e levou para a cozinha. – Mas um dia você vai, meu amor – falou Mia com autoridade, alto o suficiente para ser ouvida da cozinha.Afundei-me no sofá e pude ouvir o som de sacos pl&aacut
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