Eco do Medo

Eco do MedoPT

Mellody_981  Em andamento
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Resumo
Índice

Só posso estar doida! Eu conheço esses passos, calmos e pesados. Um sapato de couro falsificado. Parece andar como se soubesse que eu não conseguiria fugir, não, não pode ser. Só desta vez me diga que é apenas um pesadelo, mas se for um pesadelo, terá fim?! Sinto as batidas do meu coração, rápidas e descompensadas, minha respiração lenta como se estivesse processando minuciosamente o que aqueles passos significavam, e no entanto o som parecia diferente, algo mais peculiar, mais amedrontador, era como um filme com trilha sonora assustadora, mas era algo pior, eu não costumava me assustar vendo filmes de terror, mas isso... era um barulho aterrorizante, assustador, terrível e no entanto era o eco do meu medo. Era eu gritando socorro mesmo que ninguém me pudesse salvar e talvez fosse isso que me aterrorizava, saber que nunca ninguém saberia que eu estava ali e precisava de socorro, mas ainda sim eu gritava por socorro, não porque esperava alguém me salvar, mas sim porque era aterrorizante ouvir o eco da minha voz humilhada, destruída e acabada, mas esse era meu pedido de socorro.

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22 chapters
Prólogo
Ela...Eu ouvi a porta bater. No primeiro momento pensei ter ouvidos coisas. Estou presa aqui há anos, seria normal se começasse a ouvir coisas, mas eu já não ouvia passos nem nada. Apenas uma porta fechando enquanto rangia debilmente.O porão escuro e fedorento com apenas uma pequena lâmpada no alto do teto que piscava falhando fracamente. Sempre acreditei que fosse a fiação ou então apenas porque tinha que trocar a lâmpada. Tudo naquela casa gritava ser velho.Em tempos o porão tinha um ar mais frio por ter um chão de mármore, às vezes eu sentia frio, principalmente nas noites de inverno. As coisas pioravam se caso eu o desobedecesse. Uma fina manta que recebia du
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Capítulo 1
• Ele •Eu não gostava de reuniões na sexta à tarde. Na verdade, eu sempre deixei bem claro para minha secretária que reuniões às sextas eram extremamente proibidas. A não ser em um caso de emergência, e aquela não era uma emergência.O Sr.Burrows havia me convidado para tomar um café na casa dele e para me explicar, pela milésima vez, por que não queria me dar a hipótese de vender o hotel dele, que era antigo e famoso, localizado em uma das ruas mais movimentadas de Nova York.— Você é jovem — disse, listando mais um dos milhões de problemas que ele dizia ver em mim — jovens têm pouco tempo de experiência
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Capítulo 2
• Ela •Meus olhos pareciam pesados. Com muita força, eu finalmente abri já estranhando a claridade. Uma pequena máquina apitava ao meu lado e tinha uma agulha no meu braço se certificando que o soro passava. Rapidamente me levantei. Eu não podia ficar aqui, em breve ele me encontraria.Tirei a agulha com força bruta ignorando a dor e me levantei e o sangue começou a escorrer. Uma pequena tontura apossou do meu corpo, mas me apoiei na cama alta. Podia ser um hospital, mas não deixava de ser um lugar que ele poderia entrar a qualquer momento.Assim que me recuperei da tontura, peguei as minhas roupas que estavam num saco bem na ponta da cama. Rapidamente me vesti e tentei alisar o meu cabelo para
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Capítulo 3
•Ele•O gosto de cerveja barata desceu pela minha garganta. Pelo menos era gelada, pensei. Encarei o balcão pensando no quão eu estava ferrado.— Espero que não esteja dirigindo — falou meu amigo Ben encostado no balcão.— Eu estou de carro — afirmei dando mais um gole.— Nesse caso isso fica para mim — tirou a cerveja da minha mão — qual é a emergência?— Porque achou que era uma emergência?— Porque você odeia cerveja barata, prefere estar na companhia de um bom e velho uísque
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Capítulo 4
• Ela •Acordei na manhã seguinte me sentindo muito melhor. Tinha vontade de falar com Derek, nem que fosse apenas para ouvir sua voz, ou observar seu rosto. Me sentia mais tranquila com ele. Segura, seria a palavra certa, sorri pensativa.— Bom dia, querida — saudou a senhora simpática e uniformizada e eu acenei para ela.Olhei à volta me sentindo muito mais confortável em andar pelos corredores, e não era só isso, pela primeira vez em tempos não estava com medo, ainda mais do homem que havia cuidado de mim. Só de me lembrar do seu rosto sorrindo eu tremia, mas não por medo, só não sabia ao certo o que seria. Segui para a sala de jantar onde se encontrava o meu
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Capítulo 5
• Ele •Não me sentia bem comigo mesmo, não me sentia bem nem mesmo com os outros, andava estressado com os outros, no trabalho e até mesmo com os meus amigos, só não o fazia em casa porque ela estava lá e eu só sabia pensar na cagada que tinha feito. Ele não poderia me odiar mais nesse exato momento, percebi isso quando vi seus olhos acizentados e opacos murcharem ao ver um dos homens do abrigo, percebi quando desapareceu no almoço para estar longe de mim e percebi quando se recusou a jantar comigo naquele mesmo dia.Obviamente ela estava com fome, não havia almoçado e de acordo com a governanta da casa, ela também não havia lanchado, provavelmente me evitava já que eu havia decidido trabalhar em casa na
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Capítulo 6
• Ela •Eu finalmente havia chegado. Tinha perguntado à alguns moradores do lugar e eles me disseram que a casa da senhora Ronnie era a última, não tinha erro, disseram ser uma casinha pequena e eu esperava encontra-la finalmente. A casa era exatamente como me haviam descrito. Tinha um caminho de pedras até a varanda da casa, mas a zona exterior era um relvado seco quase morto, as paredes eram de madeira, embora pintadas de um verde claro quase pastel, as escadas, as bordas das janelas e a porta já tinha o tom natural de madeira, porém, notavelmente descascadas.Se começasse a chover naquele exato momento já poderia parecer um cenário de terror. Caminhei até a porta tremendo de medo, talvez estivesse na cas
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Capítulo 7
• Ele •A papelada não parecia ter fim, quero dizer eu sempre conseguia ler e assinar tudo na mais perfeita concentração, no entanto eu parecia estar com a cabeça passeando pela lua e isso me irrita, estou perdendo a cabeça e não sei mais o que fazer para parar de pensar nela e no que fiz. Meu cérebro parecia querer me punir martelando aqueles momentos na minha cabeça e cada segundo do meu dia e normalmente isso não me acontecia comigo e olha que eu já fiz muita coisa errada na minha vida, magoei mulheres e não importei, ou pelo menos não me importava.O que eu raio está acontecendo?... Eu já estava no segundo parágrafo e no entanto não tinha entendido nada. Droga... Agora teria que come&cce
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Capítulo 8
• Ela •A senhora Ronnie ainda não havia chegado, já era onze da noite e ela ainda não tinha chegado. Connor, entretanto já tinha banhado e estava sentado na mesa esperando eu aquecer a sua comida. Ele era o tipo de criança quieta, mas às vezes ele conversava, não tanto quanto um tagarela, mas ainda comentava aqui e ali. Aprendi mais coisas com seus desenhos do que aprenderia com suas palavras e me senti um pouco parecida com ele como quando ainda era pequena, eu vivia no meu mundo desenhando e ele parece exatamente comigo.O bipp do microondas soou e eu finalmente sai dos meus pensamentos. Pousei a comida e Connor começou comendo enquanto eu apenas olhava o relógio no a
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Capítulo 9
• Ele • Ela estava mesmo ali... Tinha o cabelo preso num coque, mas pequenos fios rebeldes tinham saído do penteado a deixando mais sexy, sem maquiagem, mas suas bochechas estavam vermelhas. Usava um avental de cintura e apesar não ter nada a ver com as mulheres de quem eu saia, ela era a mulher mais linda que eu já havia visto, na verdade, ela num todo era o motivo de eu estar aqui. Ela era especial. Abri a porta fazendo o sino no alto da porta tilintar. No mesmo segundo Rachel se virou para mim e esbugalhou os olhos surpresa por me ver. —  Deixou isso em casa... — mostrei o emblema como se fosse o pretexto de eu ter vindo o que francamente dizendo, não era. Vim porque queria vê-l
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