Entre a Máfia e o Amor

Entre a Máfia e o AmorPT

Cris Andrade  concluído
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Resumo
Índice

Julia, uma mulher com uma vida simples, tinha uma vida pacata até que ele apareceu trazendo toda sua história cheia de escuridão para sua luz. Agora, ela não sabe se deve ficar com seu grande amor e viver um sonho ou esquecê-lo e jogar fora a chance de ser feliz. Alan De Vries, um homem com sede de vingança, não queria aceitar a nuvem densa de destruição que pairava sobre a sua família, ele queria vingança, porém em meio a seus conflitos, reencontrou um grande amor e agora estava em um beco sem saída. Esse reencontro promete abalar seus mundos!

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58 chapters
Prefácio
Sempre tive uma mente muito fértil e idealizava o dia em que encontraria o homem da minha vida de várias formas possíveis, além de como seria nosso casamento, nossa casa e filhos que seriam gêmeos: um casal.No entanto, antes de realizar toda essa fantasia romântica, eu queria cursar a minha tão sonhada faculdade de marketing, sair de casa e morar com uma amiga ou sozinha mesmo, curtir ao máximo a minha vida de solteira e quem sabe o acaso me apresentaria esse ser iluminado que aceitaria realizar meu sonho de família perfeita. Porquê para me aturar tem que ser, no mínimo, um santo.Rio de mim mesma.Como eu era uma menina sonhadora e infelizmente nem tudo saiu como planejei tão perfeitamente, hoje não tenho mais planos – apenas sigo a vida e deixo ela me levar.Chamo-me Julia Silva e vou contar um pouco da minha história para vocês.
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Capítulo 1
Bem, vamos começar do início... de quando eu pensei que tudo havia desandado de vez na minha vida. Eu fui criada pelos meus avós maternos desde o meu nascimento, eles me deram o sobrenome deles, pois o meu pai biológico não quis me reconhecer perante a lei e minha mãe queria estudar – não ter um bebê para atrapalhar seu futuro promissor.Ou seja, desde quando nasci fui rejeitada na vida, olha que legal. Mesmo assim eu entendo os motivos dela, afinal, hoje eu também tenho meus planos, porém bem mais juízo quando transo com meu namorado.Apesar de não ter seu nome no meu registro, ela fez parte da minha criação e é uma pessoa que me inspiro quando o assunto é estudar e trabalhar.Quando eu tinha quinze anos, minha avó faleceu, meses depois meu avô também. Vi-me sozinha no mundo, fiquei totalmente per
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Capítulo 2
― Vamos nessa que a noite é uma criança! ― exclama Mari, toda empolgada.― Pode ser para você, só vou tomar um coquetel sem álcool e depois volto para casa.― Nem para mim, amanhã tenho uma pilha de documentos para analisar ― fala desanimada.― Sério? Mas hoje você já ficou até depois do seu horário e ainda vai trabalhar no domingo também?― Pois é, o carrasco do Breno cismou que precisa da minha ajuda ― explica vagamente. ― Em todo caso não posso reclamar porque ele paga uma hora extra bem gorda e minha reserva de emergência agradece. Portanto, deixe-me tomar alguns drinks esta noite.― Você quem sabe, mas garanto que amanhã terá uma enorme dor de cabeça ao lidar com a papelada ― aviso.― Não seja uma anciã, como o seu namorado. Sabemos que eu aguento o tranco. Por falar nele, cadê o <
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Capítulo 3
― Haja naturalmente ― sussurra Mari, do nada.Franzo o cenho, sem entender o seu pedido.― Boa noite, belas damas! Será que posso fazer-lhes companhia?Ouço uma voz potente, viro-me para ver a quem pertence e dou de cara com um rosto digno de capa de revista: olhos escuros, barba rala, cabelos com leves cachos revoltos no topo da cabeça e ele está totalmente focado na minha amiga que o encara com certa hostilidade.― Depende. Você está aqui como um carinha qualquer interessado em bater papo e quem sabe conseguir uma foda ou como meu chefe? ― indaga Mari, com seu ar de foda-me agora, por favor.Puta merda!Quase cuspi a água que acabara de dar um gole, na cara dela. Volto a olhar para o homem que engole em seco, mas não perde o sorriso de canto que revela seu lado sou gostoso e sei disso, e o reconheço de algumas fotos em capas de revistas de negóc
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Capítulo 4
Não tive tempo de verificar se era seguro fazer a travessia, só confiei e me deixei ser levada por Mari acenando um “tchau” para o Breno.Ouvi o ronco de uma moto, olhei para o lado oposto e vi o piloto tentar desviar, mas era tarde demais visto que ele acabara de sair de uma curva numa velocidade exagerada.O barulho e o cheiro de pneu queimando no asfalto foi o que me marcou, além do olhar fixo no meu rosto por trás do capacete. Ele caiu de um lado e eu do outro. Foi tudo tão rápido que sequer assimilei o que tinha acontecido, apenas senti uma dor excruciante no pé meu esquerdo.― Julia! ― grita Mari, se levantando. Ela caiu do meu lado, mas estava bem já que conseguia andar. ― Meu Deus, amiga.  Desculpa, eu não vi aquela moto...― Mari, pelo amor de Deus, só chama uma ambulância, acho que quebrei o tornozelo ― gemo. ― Está doendo muito!― Claro ―
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Capítulo 5
Sinto a mão da minha amiga segurar a minha, aperto a sua de volta. Agradeço que esteja aqui comigo ou quem sabe o que seria de mim. Mari beija minha bochecha e aproxima mais o rosto do meu, permaneço de olhos fechados.― Seria idiotice perguntar se está tudo bem, mas...― Eu vou ficar bem, relaxe. ― Aperto sua mão uma vez mais, para confirmar minhas palavras.― Nos vemos em breve ― avisa Breno. Então ouço a porta da ambulância, finalmente, ser fechada.― Graças a Deus! ― sussurro.Deus do céu, minha semana que tinha tudo para ser perfeita se transformou em algo surreal. Não tem mais como ir à entrevista, terça preciso entregar minha monografia ou vou perder anos de estudos e não quero nem pensar nessa possibilidade.― Essa ruga na sua testa me diz que está pensando no futuro e não no agora, pare de se preocupar que tudo se resolve n
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Capítulo 6
Quando sai de casa mais cedo, jamais imaginei que a noite terminaria em um hospital e justamente por ter atropelado a pessoa que mais almejava encontrar depois de anos buscando por ela.Não era para ser assim.Pensei em várias formas de como me apresentar e dizer quem sou, contar o quanto a busquei durante esses últimos três anos e quão feliz fiquei ao finalmente ter a sua localização. Saber que estava bem e ainda vivia na mesma cidade me fez voltar a respirar normalmente.Quero tanto saber o porquê de não morar mais com sua mãe. Estive a ponto de enlouquecer diante de tantos recursos, como dois detetives particulares, e nada de notícias suas. Ninguém de onde ela morou sabe dela, nem mesmo sua própria família.O que aconteceu para que mudasse tanto o rumo de sua vida?Julia sempre foi muito família e sair de casa não era a
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Capítulo 7
― Faça repouso e logo estará pronta para correr uma maratona.Foi o que o médico me disse antes de me dar alta e dispensar-me para repousar meu pé por no mínimo trinta dias. Estou me perguntando como isso será possível, quando tenho uma monografia para defender em mais ou menos quinze dias. Sem contar que claramente perdi meu não mais futuro emprego na ABV Media, empresa dos irmãos De Vries.Meu planejamento foi por água abaixo em menos de 24 horas antes de ficar tudo na mais perfeita ordem: entregar meu trabalho final, fazer minha entrevista e conseguir o emprego, e estava tudo bem.Céus, que noite!Preciso manter a calma e pensar friamente, Mari vai me ajudar com isso. Ser fria é algo que ela sabe como ninguém. Agora só devo pensar em chegar em casa, tomar um banho da melhor forma possível visto que agora tenho um assessório gigante e
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Capítulo 8
Lembro-me de uma conversa que tive com a minha professora e orientadora, Claudia, sobre ele. Sorrio ao lembrar-me de suas exatas palavras. ― O que ele tem de lindo tem de chato e exigente. Não se engane por aquele rostinho bonito. Alan é um ogro em sua essência ― disse-me com um sorriso, o brilho em nos olhos não escondia o quanto ela o admira.― Pode deixar. Não vou me iludir com seu perfil de modelo sexy de capa de revista masculina. Meu comentário nos rendeu alguns risos por toda a semana.E agora aqui estou eu, diante de um homem que não conheço, mas admito sentir uma louca e forte conexão entre nós dois, vinda não sei de onde.― Tudo que mais quero é ir para casa, Alan. Juro que, apesar de tudo e de não parecer, eu estou bem ― garanto.― Tem certeza? Eu poderia conseguir sua transferência
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Capítulo 9
― Não fique com medo de mim ou pense loucuras. ― Ele se levanta e começa a andar pelo quarto, enquanto apenas observo seu nervosismo. ― Mesmo que meu pedido seja um pouco insano e descabido...― Um pouco? ― indago interrompendo-o.― Ok, totalmente insano. ― Ele para e me encara, um leve sorriso molda seus lábios quando ele passa a mão por seus cabelos revoltos. Não consigo frear o pensamento de que adoraria passar as minhas mãos pelos fios escuros. ― Desculpe, vou recomeçar... adoraria que se hospedasse na minha casa durante o período de recuperação, eu ficaria mais tranquilo sabendo que está sendo bem cuidada e recebendo o melhor tratamento possível.― Você tem um celular?Ele fica confuso com minha pergunta, mas tira um aparelho prata do bolso.― Sim.Estendo uma mão na direção dele.― Pode me emprestar?Ele franze o
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