Beijada pelo sol

Beijada pelo sol PT

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Resumo
Índice

Theodora Revelt é a típica adolescente nascida em berço de ouro. Cansada de tanta hipocrisia e manipulação das pessoas ao seu redor e da própria família tentado força-la a seguir uma vida planejada por eles, ela foge do Uper East Side em direção á cidade dos anjos. Sua chegada em Los Angeles não é nada receptiva: o aeroporto perder suas malas, roubarem sua carteira e aceitar carona de um desconhecido numa moto eram coisas que Theo nunca imaginou que pudessem acontecer ao mesmo tempo. Ela só queria que as coisas melhorassem e de fato, melhoram por um tempo, até elas piorarem de novo e tudo desmoronar. Será que a garota sobreviverá ao longo verão da Califórnia ou voltará para Nova Iorque sabendo que não se pode fugir de quem realmente é ou do sobrenome que carrega?

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Más vindas á Los Angeles
DedicatóriaPara a garota crescida em mim, que sempre sonhou mais do que poderia ter. Então, ela escreveu.— Como assim vocês perderam todas as minhas malas?A atendente detrás do balcão do aeroporto me encarou sem saber o que dizer. As bochechas vermelhas dela indicavam vergonha e talvez, eu a tivesse intimidado com o tom irritado de minhas palavras. Fixei meu olhar ao dela e as pupilas dilataram nas irizes acastanhadas enquanto recebia minha indignação. Os cabelos pretos em uma trança extremamente bem feita destacavam-se no uniforme vermelho da companhia.— Sentimos muito, senhorita Revelt! – Disse por fim, os músculos do pescoço magros se ressaltando sobre a pele ao inspirar nervoso. Um broche dourado e estreito no blazer indicava que poderia chama-la de Constance. — A companhia está ciente da situação e suas malas estão sendo procuradas nesse momento! Avisaremos assim que forem localizadas, tudo bem?— Não! Nada bem
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Macarrão, flanela, francês
Lion parou a moto ao lado de um prédio de três andares, um loft de tijolos, vidro e aço – lembrando os de Nova Iorque – apesar das palmeiras e cadeiras de praia com guarda-sóis do lado de fora. Entramos correndo para nos proteger da chuva e subimos um andar de escadas bem estreitas. Ele abriu uma das portas e entrou depois de mim, trancando a fechadura.As paredes eram rústicas e de tijolinhos avermelhados, fotos polaroides e post-it com anotações pessoais grudados nela, acima de uma escrivaninha bagunçada. Um sofá no meio da sala perto das enormes janelas quadriculadas – roupas, almofadas e embalagens de comida chinesa se encontravam nele e na mesinha de centro com copos vermelhos de plástico. Um deles tinha uma marca de batom na borda.— Foi m
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Mets-toi à l'aise, princesse.
O cheiro vinha da cozinha. Gorduroso e salgado. Caminhei timidamente até a o fim do corredor e parei um tantinho antes da bancada. Lion parecia concentrado em tirar algo do forno e sequer me notou. Ele apoiou a travessa de macarrão com queijo sobre a superfície de madeira da bancada e fixou os olhos em mim. Sua boca entreaberta surtiu o efeito de vergonha em meu corpo e minhas bochechas queimaram.— Fica melhor em você do que em mim, sabia? – Seu comentário sobre a camiseta me fez cruzar os braços em frente ao corpo para me esconder dos olhos amendoados dele. Imaginei para quanto garotas ele dizia isso e quantas tinham usado essa mesma peça. Não viaja, Theo! Lion sorriu indicando o macarrão com queijo. — Eu só sou bom em um prato. Então, seja legal e sente-se!

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Complicado
Decidi subir a escada do lado das janelas enormes assim que ouvi o chuveiro ligado. Lion levaria algum tempo no banho e detestava ficar sem nada para fazer, então observei o mezanino do último degrau. Um parapeito feito com 3 cordas de ferro preto combinando com a escadaria, um amplo espaço lotado de mais bagunça masculina. Um sofá de couro escuro, dois pufes, um tapete torto no chão de pelos marrons e acima dele uma mesa de sinuca antiga e surrada. Nas paredes, pôsteres e mais fotografias polaroides de pessoas diferentes com sorrisos bêbados e divertidos – provavelmente tiradas nas inúmeras festas que ele deveria oferecer no loft.Mas, o que me chamou atenção foram as guitarras penduras ao lado dos tacos de bilhar e um teclado debaixo delas – sem falar nas três caixas de som no canto, perto do p
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Confiança
Abrir os olhos foi difícil depois de um bom tempo dormindo. Para ser sincera, eu não tinha a menor ideia de quantas hora havia dormido e me levantei ainda cambaleando. Era estranho acordar sem os barulhos incômodos da quinta avenida, dos carros apressados no trânsito nova-iorquino, o papai ao telefone gritando com algum empregado da empresa, ou, a mamãe – quando estava em casa e não em Paris – ditando regras e mais regras para a governanta sobre meus estudos e rotina.— Bom dia, bela adormecida! – Lion falou quando me viu parar no corredor e cobrir os olhos com a mão devido a imensa quantidade de luz solar matinal que entrava pelas janelas altas de vidro. O som das ondas do mar ecoava até meus ouvidos e os passarinhos cantavam nos galhos dos coqueiros e nos fios elétricos. — Eu comprei café para nós.Ele chacoalhou um saquinho engordurado em uma mão, um supor
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Maturidade
A praia ficava uns dois quarteirões para trás do loft e poderíamos ter caminhado até ela facilmente. Porém, aceitei a moto de bom grado, já que andar por Los Angeles de camiseta – quase fina demais – e jaqueta não era o ideal.Estacionamos em um local aberto cheio de vagas vazias para carros e atravessamos uma avenida para o calçadão. Lion diminuiu os passos largos para que eu o acompanhasse com as minhas curtas pernas e passos de tartarugas. Alguns carros aqui e ali cruzaram o sinal, e descobri que ele estava certo ao dizer que, as pessoas deveriam estar em seus brunches chiques naquela hora da manhã.Senti a areia debaixo dos pés, macia e morna. O sol acariciando minha pele, trazendo calor e aconchego. Vitamina D nunca é demais.&nb
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Contratempos
O aeroporto ligou. Três vezes.Eu havia pegado o celular no momento em que entramos no loft e, por cima de milhões de mensagens – boas e ruins – as chamadas perdidas da empresa aérea saltavam em vermelho diante dos meus olhos. Retornei na mesma hora, mordiscando o lábio inferior para conter o nervosismo e a ansiedade que me consumiam.Gotas salgadas ainda pingavam dos cabelos úmidos e a jaqueta de Lion se assomava nos ombros, larga e pesada. Minhas pernas balançavam para fora do balcão como as de uma criança que não alcança o chão com os pés. Ele me encarava parado no meio da sala, os braços largados lineares ao corpo.Finalmente, uma voz do outro lado da linha.

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Os Revelt sempre fogem
— Então, é isso? Eu nunca mais vou te ver? – Lion questionou melancólico, assim que descemos da moto. Ele a parou em frente ao enorme portão com grades finas de ferros e adornos circulares na parte de cima. Um charmoso R no centro formava a fechadura, envolto por um aro de metal.    A mansão de Adélia Revelt erguia-se as minhas costas, grandes paredes amarelas-envelhecidas e telhados marrons, inúmeros janelas, – quadradas e algumas assumindo a forma oval na parte superior – varandas térreas com parapeitos assemelhando-se a piões de xadrez e as do segundo andar envergadas tiras de ferro preto bem cuidado    A pequena cabine que servia de portaria estava silenciosa, mas sabia que o motorista particular de vov&oac
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Bolhas, farpas e chá
   — Mas, o chá está para ser servido! – Ela insistiu indicando graciosamente a sala de jantar.    — Perdoe-me vovó, mas quero mesmo descansar um pouco. – Roguei ao universo para que ela entendesse que a última coisa que eu queria era um chá com biscoitinhos sem glúten.    — Está certo. – Adélia concordou nada contente. — Espero que nos acompanhe no jantar.    Aquilo foi mais do que uma afirmação. Fora uma ordem escondida em gentileza e palavras inofensivas soando a uma pergunta. Soube que não escaparia de uma refeição constrangedora e tensa com Gaian me comendo com os olhos sem parar quando vo
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