Porto das Águias I - Quando choram os anjos

Porto das Águias I - Quando choram os anjosPT

MS Mendes  Em andamento
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Resumo
Índice

Bem-vindo a Porto das Águias, uma cidade mágica. Uma cidade cheia de lendas, amaldiçoada por amor, lar de uma irmandade de bruxas poderosas e cheias de mistérios. E é em Porto das Águias que uma mulher tentará encontrar seu destino. Mirella Morgado nunca poderia imaginar que o sangue de uma bruxa corria em suas veias, e muito menos que sua história seria escrita com magia, romance e... morte. Há alguém que não quer que Mirella permaneça na cidade e desenvolva suas habilidades. Um assassino perigoso que carrega um segredo que poderá mudar sua existência e colocar toda a cidade em perigo. Para sempre.

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18 chapters
Capítulo 1
“Há vozes dentro da noite que clamam por mim,Há vozes nas fontes que gritam meu nome.Minha alma distende seus ouvidosE minha memória desce aos abismos escurosProcurando quem chama.”Adalgisa Nery             Não havia muito que ela conseguisse enxergar naquela floresta escura. As imagens pareciam embaçadas, fora de foco e turvas. Era como se seus olhos estivessem lentamente se acostumando à escuridão, mas amedrontados pelo que não conseguiriam ver. Contudo, apesar de não ter uma boa visibilidade do local ao seu redor, sabia exatamente para onde estava indo.            As árvores balançavam com a brisa que refrescava a noite quente, e todas elas tocavam-na, como se quisessem protegê-la, guiá-la ou assegurar
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Capítulo 2
“Enquanto pensamos que estamos testemunhando,somos, na verdade, parte do cenário.”Within Temptation             Mirella decidiu viajar para Porto das Águias de ônibus. Aquele era o primeiro passo para iniciar uma nova vida mais simples e mais prática. Vendera seu carro e poderia facilmente comprar outro quando chegasse à cidade, se houvesse necessidade. Além do mais, não conhecia o caminho e preferia descansar.            Sentada em seu banco reclinável, com os fones de seu Ipad nos ouvidos, entoando uma canção suave, porém alegre, e olhando a bela paisagem, sentia-se feliz e em paz consigo mesma.            A estrada parecia tranquila, e Mirella se permit
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Capítulo 3
“Se há uma maneira de lutar contra o poder, é sobreviver-lhe.”Voltaire             Mirella berrou assustada ao ver o fogo que havia se formado sob seus pés. Fora ela que provocara aquilo? Não conseguia acreditar.            — Desculpe-me. — Mirella se abaixou prontamente e usou o casaco que havia amarrado nosombrospara tentar apagar as chamas que teimavam em arder. Claro que ela não deixou de perceber que o fogo se tornara um círculo perfeito ao seu redor.            — Não se preocupe, querida. — Cleide falou com a voz bastante paciente e, outra vez, com apenas um aceno da mão, ela apagou todo o fogo.            &md
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Capítulo 4
“A morte fala-nos com uma voz profunda para não dizer nada.”Paul Valery             Mirella estava se sentindo sufocada com aquela revelação. Sentia-se assim, porque todos olhavam para ela com surpresa e até esperança. Havia algo nos olhos daquelas duas mulheres que havia se acendido. Estava claro que queriam algo dela. Algo que ela talvez não fosse capaz de alcançar.            Percebendo a insegurança da sobrinha, Cleide se aproximou e colocou a mão em seus ombros.            — O peso do fardo é grande, mas não seria dado a você se não fosse capaz de suportá-lo. — ela falou como em um sussurro, e Mirella se virou para ela.   
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Capítulo 5
"Aquilo que nós mesmos escolhemos é muito pouco: a vida e as circunstâncias fazem quase tudo."J.R. Tolkien                       A noite passou com pressa, e logo que amanheceu, Mirella despertou. Não queria que acontecesse o mesmo da manhã anterior, quando acordou na hora do almoço. Contudo, por mais que tivesse feito de tudo para encontrar sua tia tomando café, a mesa estava posta, mas Cleide não estava lá. Em seu lugar, havia uma senhora de idade na cozinha, cortando alguns legumes. Ao ouvir os passos da moça, ela se virou para ela e sorriu.            — Bom dia, senhorita! Dona Cleide avisou que estaria aqui, por isso, caprichei no café da manhã. — ela tinha um aspecto de av
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Capítulo 6
“As nossas caras são verdadeiras máscaras que nos foram dadas para ocultarem os pensamentos.”Oscar Wilde                       Anselmo saiu correndo do funeral de Sandra e partiu para sua busca sobre o paradeiro de Reginaldo Muniz, tio da moça. Ele não podia afirmar precipitadamente que ele era culpado nem inocente, mas tinha certeza que sabia de alguma coisa. Ninguém fugiria da cidade, sendo que o crime não havia sido nem divulgado, se fosse inocente. Anselmo estava apostando suas fichas naquilo.            O problema era que, depois do desaparecimento de Reginaldo, a cidade toda já estava sabendo do assassinato e ficara tão alarmada que o telefone da delegacia não parava de tocar. E Anselmo, por
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Capítulo 7
"Um fogo devora um outro fogo. Uma dor de angústia cura-se com outra."William Shakespeare             — Em perigo? Mas ela acabou de chegar na cidade, como pode já ter alguém querendo lhe fazer mal? — Diego indagou nervoso. Tinha acabado de descobrir que gostava daquela mulher e já se deparava com a possibilidade de perdê-la, sem nem tê-la tido.            Anselmo não falou nada, apenas entregou o documento que havia sido impresso ao irmão, que o analisou com bastante atenção.            — Sequestrada? — comentou ainda com o mesmo ar desesperado de antes.            — Sim, alguém tentou tir&aac
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Capítulo 8
"Somente podemos considerar-nos infelizes quando choramos sozinhos."Condessa Diane             Ela sabia que estava dormindo, mas não importava, porque estava a salvo. Em seu sonho, conversava com uma mulher muito bonita, loira, de olhos claros e rosto sereno. Não demorou muito para Mirella reconhecê-la como sendo Sidália, mãe de Diego.            A jovem se via deitada em um gramado verde, olhando para um céu azul, com nuvens branquinhas com formatos diferentes. A mulher estava ao seu lado, sentada em silêncio, como uma analista faria com sua paciente. Estavam em silêncio, mas, de alguma forma, Mirella sabia que podia confiar nela.            — O que estou fazendo aqui? Estou morta?
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Capítulo 9
"O bem só é temporário; o mal que faz é que é permanente."Gandhi             Mirella sentia que estava prestes a sufocar com tantos cuidados e atenção. Sua tia e as outras a enchiam de carinhos e chás medicinais para os mais diversificados propósitos. A maioria tinha um gosto péssimo, mas realmente a fizeram se sentir melhor. Ágatha também estava sempre por perto, vistoriando cada um de seus movimentos, para o caso de ela precisar de alguma ajuda extra com suas emoções. Mas a verdade era que Mirella estava bem. Estava muito melhor do que imaginara que estaria e podia ter a certeza que devia aquilo a Diego. Todas as vezes que seu pensamento teimava em ser transportado para as terríveis lembranças daquele quase estupro, imediatamente, a mágica do beijo que tr
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Capítulo 10
"A fé é a substância de coisas esperadas e o argumento das que não aparecem."Dante Alighieri             Por mais que Mirella não estivesse nem um pouco inclinada a parar de treinar os feitiços, todas acabaram convencendo-a de que precisava descansar. Já passava das sete da noite, ela estivera empenhada desde as duas, e realmente se sentia cansada. Seu corpo doía como se tivesse feito exercícios físicos por várias horas, e sua cabeça parecia pesar mais de dez quilos.Apesar de tudo isso,  estava treinada, tanto que, sorrindo, movimentou as mãos para fazer um livro que estava sobre a mesa dançar no ar. Era tão lindo o que ela era capaz de fazer! Aquilo era uma benção, algo divino. Sua mágica, por mais que tivesse sido descoberta há t
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