O Protetor da Meia-Noite

O Protetor da Meia-NoitePT

BJ Miller  Em andamento
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Resumo
Índice

Ele era o homem misterioso que entrou na minha casa para me salvar de um sequestro. O homem que despertou todas as minhas fantasias com sua voz, as coisas que dizia e fazia comigo. Porém eu não podia vê-lo, não podia tocá-lo. Era o combinado. Manter o suspense e o mistério, enquanto ele me seduzia e me fazia esquecer o mundo inteiro lá fora. Dentro daquelas paredes, eu lhe pertencia, mas não fazia ideia de quem era. Tudo o que importava era que eu estava apaixonada e rendida pelo meu protetor da meia-noite.

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21 chapters
PRÓLOGO
LILIANNA             A expectativa me corroía por dentro. Um misto de medo, ansiedade, desejo e curiosidade.            As ordens foram claras - eu deveria estar vendada, ajoelhada e de frente para a varanda da minha cobertura, com as cortinas fechadas. Esperando à meia-noite.            Sem saber por que, eu simplesmente obedeci, mas a partir dali não teria mais controle sobre o que iria acontecer.            Ajoelhei-me sobre o tapete felpudo e amarrei o pano preto nos meus olhos. Apenas uma lingerie branca, de renda, cobria meu corpo. Cabelos soltos, caindo pelas minhas costas em ondas. Minha respiração pesada no peito, minhas mãos trêmulas, o coração dispara
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CAPÍTULO UM
ADAM             A garota era morena daquela vez.Conheciamo-nos há pouco mais de uma semana, de um barzinho onde fui comemorar minha volta a Nova Iorque, depois de uma temporada em Los Angeles. Bonita − como sempre −, sorriso fácil, cabelos longos, lisos e muito bem cuidados, assim como suas unhas, pintadas de vermelho e perfeitamente manicuradas. Maquiagem carregada, mas eu não me importava com isso.O que realmente importava era que − também como sempre − tinha uma aparência completamente diferente da dela.A conversa estava fluindo fácil, até porque a mulher não parava de falar. Mas era melhor assim, já que eu não me sentia muito animado para começar um assunto aleatório. Não gostava de falar do meu trabalho, porque a maioria das coisas que eu fazia eram confiden
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CAPÍTULO DOIS
LILIANNA             O táxi parou em frente ao portão da mansão dos McQueen. Já fazia algum tempo que não os visitava, mas nada havia mudado. Era a mesma propriedade imponente, que demonstrava todo o poder que aquela família emanava.            Subi as escadas do alto dos meus saltos finos, que já estavam matando meus pés. Não queria nem imaginar como eles estariam ao final da noite. Odiava aquele tipo de sapato, mas a ocasião pedia.            Era o aniversário de casamento de John e Martha, pais de Peter, por quem eu tinha um enorme apreço. Seria uma comemoração de trinta anos de união, algo bastante significativo, então, eu não poderia faltar, por mais que nã
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CAPÍTULO TRÊS
ADAM  Um feixe de luz entrou pela pequena fresta da cortina, anunciando que já havia amanhecido. Um corpo praticamente desfalecido pesava suavemente sobre o meu peito, e este se remexeu de leve, mudando de posição. Era a terceira vez que fazia isso em pouco tempo, então, julguei que estava inquieta em seu sono.            E, sim… eu a estava observando.            Não era a atitude de um stalker nem nada parecido. Era bem óbvio que havia alguma obsessão da minha parte por ela, mas a culpa não fora minha.Assim que chegamos ao hotel onde ela estava hospedada, consegui acordá-la, mas precisei ampará-la até o apartamento, pois mal se mantinha em suas próprias pernas. Ainda no elevador, encostou-se na parede, e eu tive a impress&atil
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CAPÍTULO QUATRO
LILIANNA             O cheiro de café invadiu minhas narinas de forma quase sedutora. Infelizmente, eu não poderia dizer que estava tão contente em acordar, porque minha cabeça parecia pesar duas toneladas. E as lembranças da noite anterior surgiam muito turvas na minha mente.            Eu tinha saído da festa dos meus ex-sogros com Adam. Bebi mais do que seria prudente e o resto eu quase não me recordava.            Exceto por uma memória levemente nublada que insistia em me incomodar.            Eu tirando a camisa de Adam. Inteira.            Puta merda!       
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CAPÍTULO CINCO
LILIANNA Ok. Minha casa – se é que poderia ser chamado de casa – tinha sido invadida.Ok. Eu tinha um herói misterioso, que forçava uma voz que não lhe pertencia e que decidira me manter vendada, porque alegara que eu não gostaria de olhar para seu rosto.Ok. Eu estava presa à cama, com um total estranho vasculhando meu quarto em busca de algo para abrir as algemas.Ok. Aquilo estava mais do que entendido na minha cabeça. Só que não ajudava em nada que toda a compreensão fosse tão absurda. Era impossível tentar me manter calma sem conseguir enxergar ao meu redor e praticamente sem poder me mexer.Quem é que tinha fetiche mesmo em ser amarrada e vendada? Obviamente não naquelas circunstâncias.Além do mais… ele tinha me beijado, não tinha? Eu podia estar bastante grogue pela pancada na cabe&cce
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CAPÍTULO SEIS
ADAM             Minha cabeça girava com todos os últimos acontecimentos.            O que diabos tinha dado na minha cabeça para mentir para ela daquele jeito? Para mantê-la vendada, para corresponder ao beijo e, pior ainda, deixar um bilhete incentivando-a a me procurar novamente, mas não como o homem que ela conhecia há tantos anos… Como um desconhecido.            Mas outra coisa que não escapava ao péssimo humor que me restou depois que saí de seu quarto: por que ela tinha beijado um homem que não conhecia? Como se entregara ao momento de forma tão intensa se seus olhos não tiveram sequer acesso ao rosto dele?            Exatamen
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CAPÍTULO SETE
ADAM             — Deixa eu ver se entendi direito… — Com as mãos no volante de sua Mercedes-Maybach Exelero, porque simplesmente não permitia que ninguém dirigisse seu carro, Mark Allen começava a falar em um tom cínico que era uma de suas marcas pessoais. — Você está puto, com esse mau humor dos infernos, porque a Lilianna beijou outro cara, sendo que esse cara é você. Amigo, eu realmente estou confuso.            Olhei para ele com uma expressão nada satisfeita, odiando o sorrisinho malicioso que se desenhava em seu rosto.            — Não acho que tenha graça nenhuma. Ela beijou um desconhecido e…          
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CAPÍTULO OITO
LILIANNA Já fazia uma semana que eu e meu protetor falávamos todos os dias. Eu ainda não sabia seu nome, não havia uma única foto em seu Whatsapp e não tínhamos marcado um encontro, mas eu esperava pela meia-noite, hora em que começávamos a conversar, com um frio na barriga que me fazia parecer uma adolescente.Não que fosse muito falante ou que me desse muitas informações sobre si mesmo, e eu me sentia uma criança empolgada, brincando no play sozinha, tentando fazer amizade com pessoas mais velhas. Era degradante, mas algo naquele homem me fazia querer insistir.Estava muito bem instalada na casa de Mark Allen e tinha recebido até flores de Alicia, sua esposa, desejando uma boa estadia. Agradeci a ela por telefone e marcamos de sair naquela mesma tarde. Chamei Angela para nos acompanhar, e estava ansiosa por um dia de garotas.Nem sabia o que v
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CAPÍTULO NOVE
LILIANNA              A expectativa me corroía por dentro. Um misto de medo, ansiedade, desejo e curiosidade.            As ordens foram claras - eu deveria estar vendada, ajoelhada e de frente para a varanda da minha cobertura, com as cortinas fechadas. Esperando à meia-noite.            Sem saber por que, eu simplesmente obedeci, mas a partir dali não teria mais controle sobre o que iria acontecer.            Ajoelhei-me sobre o tapete felpudo e amarrei o pano preto nos meus olhos. Apenas uma lingerie branca, de renda, cobria meu corpo. Cabelos soltos, caindo pelas minhas costas em ondas. Minha respiração pesada no peito, minhas mãos trêmulas, o coraç&at
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