Sabores Mortais (Livro III - Trilogia das Cartas)

Sabores Mortais (Livro III - Trilogia das Cartas)PT

Bia Carvalho  Em andamento
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Índice

"Todo e qualquer segredo um dia precisa ser revelado..." Finalmente a última carta de Lolla é aberta, revelando o destino da última das mulheres DeWitt: a doce e responsável Tatianna. Há dezenove anos, Tatianna foi abandonada por sua mãe e nunca descobriu a verdade por trás desse mistério. Porém, talvez seja a hora de encontrá-la. A carta de Lolla a leva até um restaurante em outra cidade, onde sua mãe trabalhou depois da fuga. Lá, ela arruma um emprego e conhece o belo e misterioso Sebastian Hannigan, que, ao mesmo tempo em que tenta repeli-la, a seduz, fazendo-a acreditar que ele possui um segredo muito perigoso. Em meio à descoberta de seu próprio dom, receitas mágicas, uma paixão avassaladora e enigmas que não parecem levá-la a lugar algum, Tatianna investiga o que realmente aconteceu com sua mãe, enquanto tenta proteger sua vida de um mal contra o qual ela não sabe se é capaz de lutar.

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35 chapters
Prólogo
A casa estava escura e silenciosa, e havia chuva lá fora. Não chegava a ser uma tempestade, mas as gotas de água que caíam do céu açoitavam a janela com certa força, embaçando o vidro.            Lolla não costumava gostar de chuvas fortes. Sabia que elas eram apenas o prelúdio de algo bem mais significativo. E aquela chuva ter começado exatamente naquele momento só podia ser um mau sinal...            Segurava nas mãos o peso de um destino. Mais um, na verdade. Embora o papel ainda estivesse em branco, ela sabia que ele seria portador de todas as palavras que ainda precisava dizer para Tatianna. Sentia a morte chegando, penetrando em seus domínios como um explorador sedento por território, mas ainda teria a oportunidade de deixar por escrito seu úl
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Capítulo 1
NOITE DE NATAL - 1993             Um calafrio gelado percorreu o pequeno corpo de Tatianna. E não tinha nada a ver com a neve que caía do lado de fora da janela.            Era estranho que se sentisse tão apreensiva, enquanto Faith e Cailey brincavam, correndo pela casa, sendo que, das três, era ela quem mais gostava do Natal. Gostava de ver as luzes da bela árvore que Lolla montava todos os anos, piscando ritmadas ao som de "Jingle Bells"; gostava do cheiro da comida gostosa que sua mãe preparava, dos programas que passavam na TV e de pendurar meias na janela. Por mais que não acreditasse em Papai Noel, visualizar a imagem de um bondoso velhinho de barba branca, descendo pela chaminé da casa e distribuindo presentes para as crianças bem comportadas, sempre a deixava mais fel
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Capítulo 2
***             O barulho era de vidro se espatifando no chão.            Rowan sorriu, fechando o jornal que lia. Era sábado, uma linda manhã ensolarada, e Faith acordara cantando, alegre, como não costumava acontecer nos últimos tempos.            Desde que Cailey anunciou que estava grávida, na noite de Natal do ano anterior,  sua esposa se fechou em uma delicada melancolia. Embora não deixasse que aquilo afetasse o casamento, ele sabia que ela sofria. Também queria muito aquele bebê, mas não podia suportar que a mulher que amava profundamente se abatesse diante da primeira dificuldade que enfrentavam. Ele seria capaz de dar o mundo a ela, de matar e morrer para mantê-la segura e feliz, mas o motivo de
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Capítulo 3
A sensação era deliciosamente estranha. Assim que saltou do carro, pisando pela primeira vez naquele local tão longe de sua casa, na cidade de Moreau, sentiu como se alguém tivesse dado corda em seu coração, fazendo-o bater em um ritmo extremamente acelerado.            Será que era um sinal? Será que Cailey e Faith também tinham se sentido daquela forma?            Moreau era uma cidadezinha com pouco mais de quatorze mil habitantes, no interior de Nova Iorque, ao nordeste do estado. Era aconchegante, simples e bonita.            O estabelecimento para onde o endereço mencionado na carta a levou possuía um letreiro que indicava um nome: "The Hannigan's". Não havia muito o que ela pudesse enxergar dali, do lado de
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Capítulo 4
***             Como um leão enjaulado, ele andava de um lado para o outro. Inquieto, sentia-se ansioso para que Taylor voltasse logo.            Ansioso? Ele estava desesperado. Por que estavam demorando tanto? Por que ele simplesmente não mandava aquela mulher embora, para bem longe deles?            Ela não tinha culpa de ser quem era, é claro, mas não facilitava em nada o fato de ela ser tão linda, como ele sempre esperara que seria. Facilitava menos ainda que tivesse surgido no restaurante da sua família, para falar com seu irmão. Se ela estava marcada em seu destino, daquela forma tão errada, por que, então, aparecera procurando por Taylor e não por ele?  &nb
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Capítulo 5
Dirigir quatro horas, para muitos, poderia ser extremamente cansativo, mas Tatianna até que apreciava o ato, especialmente com uma música tocando e com uma paisagem bonita do lado de fora da janela para observar. Porém, naquela manhã, às cinco horas, ela se sentia exausta. Mas tinha que se contentar em deixar o sono para trás, assim como estava fazendo com a adorada casa da avó, e focar no resto do dia, que seria bem cheio.            E não tinha que lidar apenas com o cansaço. Havia muito mais em jogo: a confiança de uma pessoa. Taylor Hannigan apostara todas as suas fichas em uma pessoa que ele simplesmente não conhecia somente porque ela apresentara bons argumentos. Isso, ao mesmo tempo em que lhe proporcionava uma emoção diferente por causa da perspectiva, fazia com que se sentisse assustada. Era muita responsabilidade, e ela s
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Capítulo 6
O que diabos tinha acabado de acontecer?            Entrara naquela cozinha, um pouco sem rumo, não esperando encontrar ninguém ali, mas sem nem saber o que pretendia fazer. Na verdade, desde que aquela mulher aparecera no The Hannigan's, como um fantasma amaldiçoado, ele simplesmente parecia perdido.            Ah, mas que merda, quem ele queria enganar? Ele fora até lá para vê-la, para se torturar um pouco. Jurou para si mesmo que iria aproveitar que Taylor já tinha saído para somente observá-la por alguns instantes. Seria cauteloso o suficiente para que ela nem percebesse sua presença. Tudo que queria era apenas olhar para ela em silêncio e...            Que inferno! Estava se tornando um maldito obcecado! &
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Capítulo 7
O pressentimento foi forte demais para ser ignorado.            Na verdade, ela sequer podia afirmar que era um pressentimento, mas seu coração começou a bater mais forte, angustiado.            Abriu os olhos, portanto, sabendo que, por mais cansada que estivesse, não iria conseguir dormir. A primeira coisa que fez foi olhar o quarto ao seu redor. Era digno de um palácio, com uma decoração sofisticada, uma lareira, cama de dossel e cortinas de renda. Viu também que havia uma suíte, o que fez com que se sentisse compelida a tomar um banho.            Levantou-se com um pouco de dificuldade, pois o corpo parecia estar mais dolorido do que antes, e abriu os armários para procurar uma toalha. Contudo, não havia nenhuma. N&at
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Capítulo 8
Era uma simples questão de honra.            Não. Não era apenas isso.            Era uma questão de justiça. A palavra que Jayce tanto apreciava.            Já eram dez horas da noite, e ele ainda estava na delegacia, analisando a pasta que tinha nomeado como "Caso Tatianna". A cadeira precária de sua sala começava a fazer com que suas costas reclamassem, e uma dor de cabeça muito leve teimava em se manifestar, atrapalhando seu raciocínio. E ainda havia outro motivo para se sentir um pouco incomodado em estar trabalhando até aquela hora: queria estar com Cailey. Ela estava prestes a dar a luz, e qualquer minuto ao seu lado era precioso.            Mas tinha f
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Capítulo 9
Era uma daquelas malditas noites de primavera onde o frio estava pronto para congelar alguns ossos e castigar todos os seres vivos que ousassem sair de casa. E era exatamente uma das noites em que Tatianna tinha decidido voltar para Nova Iorque. Sabia que estava tarde, que poderia não ser uma boa ideia, mas estava louca para retornar para sua verdadeira casa. Queria deitar na cama que quase já guardava o contorno de seu corpo, poder se sentar na sua varanda e olhar as estrelas... queria aquelas lembranças que somente um lar possuía.            Naquele momento, contudo, sentia-se uma estúpida, pois poderia ter pegado uma carona com Rowan, mas deixara que eles fossem embora para ter a derradeira ideia. Seu carro ainda estava no conserto, e a previsão para ficar pronto era dali a dois dias. Estava contando os minutos.        &
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