Oito patas sob o sol

Oito patas sob o solPT

Tyrone Müller  Em andamento
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Resumo
Índice

O mundo foi subitamente tomado por um governo extremista que prega a superioridade das raças, Mathinson precisa ajudar seu melhor amigo Al'cyr a fugir desse governo que agora como nunca caça todos que são considerados raças inferiores, mas em meio tantos desafios, novas amizades e inimigos, Math e Al descobrem o poder que o amor pode ter, e mais do que nunca precisam lutar por sua sobrevivência.

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26 chapters
A escola sob as sombras
     As pessoas são inocentes desde sua criação, ninguem nasce odiando o outro, apenas aprendemos a fazer tal coisa com base no que vemos a grande multidão fazer, de graça nasce uma piada com alguém, dessa comicidade aos poucos cresce o preconceito, ninguém é obrigado a ser exatamente como todos, e nem conseguiriam se tentassem, o mundo, esse mundo, cresceu sendo assim, e todas as coisas existem assim, simplesmente por que é assim que funciona, não existe bobagens de que uns são feitos para serem menores que outros, nem outros que nascem para dominar, todos nascemos com a mesma capacidade individual como ser vivo, quando filhotes, somos frágeis, crescemos aprendendo como o mundo funciona, e somos ensinados, copiamos quem admiramos, e depois de tanto sonhar com os heróis do passado, percebemos que eles não passam de lendas, e qu
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Amizade sob o sol
     Era o mesmo Felis que apareceu na sala mais cedo, e perto daquele cara, Math se sentia um anão.- Ora, parece que se meteram no lugar errado... - Dizia ele trancando a porta com seu corpo, atrás de Math, Al se encolhia mal conseguindo se mexer. - O que um Cannis faz andando com um Mustelo? Perversão! Nosso todo poderoso Nazeh não nos criou para comungar com criaturas rebaixadas como esses ratos carnívoros! Seu professor me avisou que vocês haviam sumido da fila, bom homem, honesto, praticante de seus deveres sagrados para com nosso Deus, agora, terei de aplicar a justiça, infelizmente não só contra uma criatura rebaixada e nojenta, mas também contra um irmão. - Dizia ele olhando para cima, enquanto levava a mão a um bastão acoplado ao cinto, Math agarrou o braço do Sectário puxando-o para frente e colocando sua
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Campo sob as sombras
     Foram longas horas andando pelos campos, e nem sinal da cidade, o sol já fraco descia dando lado a escuridão, que aos poucos ia surgindo, de longe viram uma especie de casa, que ao se aproximarem perceberam ser um estabulo ou celeiro, uma porta grande de madeira velha amarrada a correntes dava as boas vindas, Math se aproximou com os ouvidos aguçados da porta, tentando identificar algum som vindo de dentro, mas nada alem do uivo leve do vento, ele tentou mexer nas correntes, sem sucesso algum, a luz da lua ja predominava os céus, iluminando friamente aqueles campos verdes, agora tão aterrorizantes.     Al'cyr deu uma volta pelo celeiro, procurando alguma janela ou outra maneira de entrar, mas nada foi encontrado, em algum lugar eles teriam que passar a noite, e ao relento não era uma boa ideia, já que es
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O bar sob o sol
     Math abre os olhos, e eles doem profundamente com a luz, o fazendo fechar novamente, ele tenta se levantar, mas o corpo está muito dolorido, como se tivesse sido chutado escada a baixo, com muita dificuldade se levanta, o sol está brilhando, já amanheceu, Math se lembra muito pouco da noite anterior, o Javardo, e aquela força incrível que sentiu, o vento fresco da manhã sopra balançando os pelos de Math, como se o mundo inteiro não fosse um caos, insetos voam aproveitando aquela manhã de primavera, então Al'cyr chega na porta do celeiro carregando um punhado de grama no colo.- Ah! Math! Você acordou! - Corre Al'cyr largando a grama no chão. - Como você está? -  - Ah, minha cabeça ta um pouco zonza, meu corpo doendo, mas fora isso to bem. - Respondeu Math tentando se sentar encostado num pilar de madeira do celeiro.

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A cidade sob as sombras
    Math e Al correram pelo campo, para o mais longe possível daquele bar, eles tinham que sumir de vista antes que os Sectários os vissem, plantas e folhas altas batiam nos rostos, insetos e alguns buracos feitos pela maquina de plantação atrapalhavam o caminho, uma leve inclinação para baixo começou a acontecer, logo estariam fora da vista, Al olhou para trás, na esperança de não ver mais o bar, daquele ponto, somente o telhado era visível, mas ainda não bastava, quando Al virou o rosto para frente, ele se desequilibrou por conta de uma pedra e caiu rolando, Math segurou Al pela perna, quase caindo também, mas conseguiu faze-lo parar, Math caiu sentado no meio da grama alta, Al se levantou tentando ver o bar, e ainda sim só era possível ver o telhado, então ele senta ao lado de Math ofegante.

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O caminhão sob o sol
     Um Canis Doberman, com uma farda militar parado em frente a porta, olhando diretamente para o olho mágico da porta.-Precisamos conversar Mathinson Turing, e por favor, venha de bom grado. - Diz ele antes de se virar de costas e ir até a grade da sacada daquele andar, varias coisas começaram a passar muito rápido na cabeça de Math, naquele momento ele soube que havia perdido, Math segurou o trinco da porta com uma mão, e a chave com a outra, estava planejando lutar, se derrubasse aquele homem da sacada ele teria um tempo para reagir. - Ande logo Mathinson, e nem pense em tentar algum besteira, quero só conversar...- Dizia a voz abafada vindo de fora, Math acalmou os músculos, e abriu a porta lentamente.- Você é? - Perguntou com a voz mais séria que conseguia fazer naquele momento, mesmo que estivesse completamente assustado.

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A caverna sob as sombras
     Math e Al estavam rodeados de bestas, sem escapatória alguma, e em sua frente, um Canis, maior do que qualquer outro que Math já havia visto, ele vestia uma regata branca simples e uma calça verde escuro, parecida com uma calça militar, seu pelo cinza claro o deixava visível na baixa luz que o iluminava, ele possuía uma cicatriz enorme no olho esquerdo, e sua pata superior direita era marrom-claro até quase o cotovelo, suas garras davam o tamanho do antebraço de Math, ele estampava um sorriso no rosto, enquanto as outras bestas atrás dos dois não emitiam qualquer barulho.- É muito perigoso andar por ai a noite... - Comenta o Canis com uma voz densa e assustadora.- Estamos só de passagem pela cidade. - Fala Al se aproximando de Math.
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Um dia sob o sol
     Math acorda com a luz fraca vindo da porta, era de uma lampada que ele não havia percebido na noite anterior, com uma luz suficientemente forte somente para iluminar levemente o ambiente, Math senta-se na cama sem ainda muita coordenação, olha para a cama de Al, mas ninguém está la, ele se levanta rápido, preocupado com o que poderia ter acontecido e corre até a porta, quando a abre da de cara com Al também a abrindo. - Ahm... Ta tudo bem Math? - Diz Al com uma cara estranha. -Ah, sim, eu acordei e não te vi, pensei que poderia ter acontecido algo... - Responde Math meio sem graça. - Eu só fui no banheiro. - Disse entrando dentro do quarto e acendendo a luz mais forte. - Eu nem tinha percebido as duas lampadas.
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A mansão sob as sombras
     A barriga de Math gelou quando ouviu aquilo, era um episodio que ele não se lembrava muito bem, Pata-suja estava na sua frente num tom sério. - Bem, eu não me lembro muito, mas o Al... ele disse de uma habilidade, ou algo assim... - Começou a falar um tanto confuso. - Instinto Bestial? - Pergunta o Lobo. - Sim! Isso! Foi quando o Javardo me deu um chute na boca, senti o gosto do meu sangue e comecei a me sentir estranho, me sentia melhor, sem nenhuma dor, minhas garras pareciam maiores que nunca, minhas presas mais fortes, eu sentia o cheiro de tudo, e via cada detalhe, eu me senti invencível! - Comentou Math olhando para seus próprios punhos. - Entendo... e como foi? - Pata-suja logo pegou um caderno e se pôs
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O plano sob o sol
     Math olhava em torno, mas ele não conseguia ver nada alem da escuridão que permeava aquele ambiente, alguns poucos sons ocorrem pelos cantos, mas nada que ele consiga identificar algo ou alguem. - Nos trancaram, cadê você! - Math grita tentando sentir algum cheiro ou ouvir algum som. - Estou aqui. - Uma luz forte se acende naquela sala que ofusca os olhos de Math, por um instante aquela luz doi, ele vira o rosto para baixo, tentando se acostumar com a mesma, e em seguida olha para frente.      A sala é enorme, toda pintada num tom de cinza escuro, na parede contraria a da porta que Math entrou há uma lareira apagada onde ele vê o que parece ser Pata-suja parado de pé em sua frente e do seu lado o pequeno filhote de capivara apenas parado olhando pa
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