E se ele não cair?

E se ele não cair?PT

Eduarda Augusto  Em andamento
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Resumo
Índice

E se, o que era para ter sido um clichê, não tivesse tido um fim? E se, a mocinha, não fosse tão mocinha assim? Dean deixou Molly há seis anos, para que ela tivesse seu final feliz, se alimentou de falsas notícias, lutou contra a loucura da saudade e viveu para lembrar do grande amor da sua vida. Até que circunstâncias o obrigam voltar, e o que ele encontra, é uma enorme bagunça. Ninguém sabe o que fez Molly mudar tanto, muitos desistiram de tentar descobrir, mas Dean não medirá esforços para trazer sua Molly de volta. Ele só não sabia que ao tentar fazer isso, estava obrigando-a desistir.

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37 chapters
Prólogo
Talvez você ainda se lembre, daquela doce menina que foi criada no meio da família Massari. E da mulher que ela foi se tornando a cada dia, meiga, gentil, amiga, comprometida, responsável, amável, divertida e sonhadora.Você com certeza se lembra dessa menina. Muito mais do que eu mesma.A verdade é que, ninguém sabe o que fez a Molly mudar tanto, muitos desistiram de tentar descobrir, e quem apenas decidiu não abandona-la, como sua irmã Antonela, foram as pessoas que mais se decepcionaram. Porque é isso que ela faz agora, machuca, principalmente aqueles que a querem bem.Mas teve também quem a amou, do jeitinho que ela é, quebrada, ele enxergou seu pedido de ajuda, e esteve lá, quando tudo o que ela precisava era enfrentar sua dor.Ele não pediu para ninguém voltar a ser o que era, poi
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Capítulo 01
  Se tem uma coisa que eu aprendi nesses últimos anos, é que existem dois tipos de pessoas: As pessoas que sempre esperam mais das outras, e acabam se decepcionando. E as que tentam ser mais, para não decepcionar, mas acabam se perdendo no caminho.   Por muito tempo eu fui as duas. Sempre esperava o melhor, e confesso que achava mesmo que estava rodeada das melhores companhias, pois raramente alguém me decepcionava, eu me sentia amada, acolhida, e acima de tudo, sortuda. Pelo simples fato de ter tantas pessoas incríveis ao meu redor. Só não sabia que todo aquele afeto exagerado, era pena.  Mas, como eu disse, também era a que tentava ser mais, pois por "gratidão", eu precisava mostrar que nenhum esforço era em vão. Tinha minha vida toda planejada, sabia exatamente como alcançar todos os meus objetivos, era como se uma rota fosse traçada, e eu só precisava deixar os dias se
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Capítulo 02
Exausta e duvidando da minha dignidade após ter vomitado o caminho inteiro até aqui, —meu almoço resumido em ovos de codorna em conserva e uma lata de milho verde —  desço no ponto que por sorte, fica na esquina no meu flat.  Digo, não é beeeem um flat, é um cômodo alugado em Burnaby, que modéstia a parte, eu deixei bem charmoso.  —Boa noite. — cumprimento os trabalhadores que estavam carregando um caminhão de mudanças. —Boa noite moça. — o tom galanteador de um deles me chamou a atenção. Ele não percebeu o meu estado deplorável?O encarei enojada franzindo o cenho, mas o que realmente me prendeu o olhar, foram as coisas que estavam no meio da calçada e dentro do caminhão.—Que porra é essa? Por que minhas coisas estão na rua? — barrei um dos caras de levarem meu colchão.—Ordem de despejo sua... — atrás de mim veio a voz do senhor Epami
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Capítulo 03
—Ia me acertar com isso?   — perguntou Dean com descrença. —Você não... o bandido. — minha voz saiu arrastada e arranhada pela dor dilacerante na minha costela esquerda.  —Machucou muito? — me ajudou a ficar ereta. Eu nem conseguia puxar o ar para o meu pulmão, pois até respirar doía. Sem conseguir falar, eu apenas acenei que sim. —Você me assustou caramba!  — ralhou exasperado por ter me machucado, mas eu sabia que ele não tinha culpa.   —Eu achei que você era um bandido, estava protegendo a sua residência. — coloquei as duas mãos pressionando a costela. O calor delas aliviou levemente. —Primeiro, uma panela não ia proteger de nada. Segundo, por que infernos você está no meu apartamento? — ele foi até a geladeira com um pano de prato e apertou uma mini alavanca de inox na porta que liberou gelo.    Veio até mim enrolando o gelo no pano e me entregou para colocar no local. Fiz isso e revirei o
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Capítulo 04
Fui jogada contra a parede atrás da lata de lixo, e então pude ver o rosto do cara que me puxou. E ele só fez isso para passar uma fita na minha boca que me impedia de gritar. —Caleb vai adorar te ver! — eu não sabia seu nome, mas sabia que já tinha visto seu rosto em algum lugar. O mesmo me arrastou até um galpão não muito longe dali, e cada vez que me debatia, o filho da puta apertava meu braço com ainda mais força. Ele nem de perto me dava medo, já quem me esperava, confesso que sim. Caleb trabalha para um agiota e traficante dos subúrbios de East Hasting, só soube disso após ter me envolvido com ele ainda na faculdade, no desespero uma certa vez, peguei dinheiro emprestado, logo depois eu sumi, portanto não sabia o que estava me aguardando. —Se vira, você t
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Capítulo 05
—Ai, aoo... — segurei o pulso dele mais uma vez, desviando daquele pano maldito com um soro do diabo que fazia o corte na minha boca arder mais que os pecados no inferno.—Molly fica quieta! Não vou terminar nunca desse jeito. — exclamou Dean, mais uma vez molhando o pano na solução com água e o remédio desgraçado.—Não é com você né? Pimenta nos olhos dos outros é refresco.—Isso é pra estancar o sangue, se você não parar quieta só vai piorar. — se livrou do meu agarre e colocou o pano de vez.—DESGRAÇA!!! — gritei, abanando o local que ardia mil vezes mais.—Eu posso fazer um dicionário com todos os palavrões que você soltou aqui, onde arrumou essa boca suja? — ele não estava nenhum pouco delicado. Nunca foi.—No bueiro, procurando minha dignidade. — fechei os olhos esperando que ele colocasse mais uma vez, mas como não aconteceu, voltei a abrir, encontrando um par de olhos az
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Capítulo 06
—O apartamento em si é pequeno, mas com os móveis planejados eu ganho muito mais espaço comparado ao que eu tinha antes, mas pra mim que vou morar sozinha é perfeito, parece uma casinha de bonecas, pronto, essa é a definição perfeita.—Tagarela você não deixou de ser né? — não entendi se Dean estava debochando de mim ou se era um comentário fofo.—Alguns dizem que eu não falo mais tanto quanto antes. Sua mãe mesmo é uma dessas pessoas. — respondi dando ombros, tentando mais uma vez aumentar o volume da música no carro, e ele mais uma vez desligou.—Mas é claro, não deve ter tantas histórias para contar a ela, com você viajando a vários países como fotógrafa.  — o encarei, agora entendendo o rumo dessa conversa. Dean passou algumas horas no telefone com Donatella ontem de noite, e talvez isso explique seu péssimo humor desde que acordou, nem me deixou tomar café direito, pois tinha agendado o primeiro horário no banco com
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Capítulo 07
Era quase onze da manhã quando eu resolvi ir para a cozinha preparar algo para o almoço, mas decidi pedir a permissão do dono da casa primeiro. Receosa, eu dei algumas batidinhas na porta do escritório dele antes de ouvir sua voz pedindo para abrir.—Oi. — coloquei minha cabeça para dentro do cômodo, ele fechou uma gaveta rapidamente antes de me olhar. — Já está quase na hora do almoço, pensei em fazer para nós dois. — eu não sei o que foi que eu falei de errado, mas ele ficou vermelho e irritado. —Nós dois, como assim nós dois? — revirei os olhos com seu tom arrogante. —Só tem nós dois aqui, estou perguntando se posso fazer o almoço, se não puder eu como alguma coisa que sobrou do café da manhã mesmo. — agora ele pareceu envergonhado e tentou se recompor. Ler mais
Capítulo 08
Eu estava aos prantos mais uma vez com "Um Amor Para Recordar", um dos meus filmes preferidos, e um dos que mais me faziam chorar. Com a pizza pela metade encima da minha barriga, eu soluçava baixinho para não atrapalhar o Dean.    A porta dele abriu e fechou umas três vezes durante o filme, e em todas ele ia para algum cômodo da casa falando no celular, da última vez ouvi o nome da Antonela e aproveitei que já estava chorando para chorar ainda mais, dessa vez pela minha desgraça, e qualquer coisa poderia colocar culpa no filme. —Molly? — Dean me chamou do corredor. Enxuguei minhas lágrimas as pressas com a manga da blusa antes de responder. —Sim? — tirei a caixa de pizza de cima de mim e me ajeitei no sofá. —Vem aqui! — ordenou autoritário. Me preparei para mais uma mudança de humor dele e fui até onde quer que seja, o encontrei no escritório de porta aberta, ele estava sentado de frente para o computador. —Pode me explicar
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Capítulo 09
—Como eu volto a ser sua Molly, se eu nunca fui "Sua Molly"?  Acordei com essas mesmas palavras as seis em ponto da manhã, meu despertador natural soou com força na minha cabeça, estava mais atordoada do que nunca, então fiz as coisas em câmera lenta, não sabia o quanto, mas ao sair no corredor e me deparar com o Dean de frente para um espelho do aparador dando nó na sua gravata, me fez pular de susto pensando ter passado mais de uma hora ao me arrumar para fazer o café da manhã. Um dos prazeres matinais de estar nessa casa com uma geladeira enorme cheia de opções.—Bom dia, já estava quase batendo na sua porta! — falou, me olhando através do reflexo.—Bom dia. — meu humor matinal era de se admirar, já o Dean... parecia ansioso e muito apressado, tanto que já tinha dado umas cinco voltas com a fita preta enrolada no seu pescoço que ainda não se parecia nada nada com uma gravata. —A porta é sua, estou na sua casa esquece
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