CAPITULO 5

Meus pensamentos se perdem no olhar distante de Camille a segundos atrás, a forma involuntária que seu corpo se encolheu com meu toque. Uma dor estranha aperta meu peito, eu não queria que ela tivesse medo de mim.

- Tem certeza que está bem? – pergunto assim que a moça coloca o copo sobre minha mesa, as pedras de gelo boiando na bebida. Os olhos azuis não pareciam mais perdidos, mas também não tinham o brilho de sempre, agora eram como as pedras de gelo no whisky, frios, afiados, perigosos.

- Apenas cansada. – ela solta um suspiro, a voz sobressaindo a música alta. – Sabe como é a rotina puxada. – seus lábios se contorcem em um meio sorriso desanimado. – Odeio essa roupa. – a garçonete comenta assim que um homem passa por trás tocando seu corpo. – Não precisa fazer nada. – as palavras saem com um aviso implícito assim que Cami percebe minhas intenções. – Você é dono de uma boate, sabe como são os clientes. Eu preciso ir, se precisar de mais alguma coisa é só acenar. – vejo seu corpo pequeno apertado no vestido escuro se afastar. Cerro meus dentes ao ver como os olhos do homem a seguem de forma faminta e selvagem.

Mantenho distancia durante toda a noite, o olhar atento a qualquer idiota que ousasse passar dos limites. Para minha sorte o ambiente banhado a álcool sempre rendia alguma diversão. Minha atenção é atraída para um grupo de homens sentados a poucas mesas da minha, a mulher com a bandeja estava furiosa enquanto os caras riam de forma jocosa, Camille caminha serena na direção da confusão, com calma e tranquilidade ela retira a bandeja das mãos da outra moça e com um barulho oco ela acerto o objeto no rosto de um dos homens, um silencio gélido toma conta de todos eles até que o rapaz agredido se levanta, o rosto se contorcendo em fúria. Sem que eu me desse meu corpo me leva para o lado da mulher com a bandeja, consigo segurar a mão do homem antes que ela acertasse o rosto de Camille.

- Não ouse fazer isso. – a voz sai grossa e ameaçadora.

- Essa puta me bateu. – ele grita, o orgulho ferido. – Ela merece uma surra.

- Quer ariscar? – olho por cima do meu ombro e vejo o rosto sereno da mulher, os olhos frios e calculistas. – Não encoste em nenhuma das meninas, nunca.

- Você ouviu a moça, é proibido tocar nas garçonetes. – o homem puxa a mão que eu segurava.

- Você vai ser mandada embora, as duas. – o olhar raivoso recai sobre a moça que se escondia assustada atrás de Cami.

- É melhor você ir embora. – aviso.

- Quero falar com o dono dessa merda. – ele grita.

- Sou eu mesmo. – anuncio colocando as mãos nos bolsos da calça social, mantenho o olhar sério e frio. – E como ela disse, não tocar nas meninas é uma das regras mais severas da casa. – mantenho a voz firme e sustento o olhar desafiador do homem.

- Eu conheço o dono daqui e não é você. – um brilho de triunfo toma seus olhos.

- Senhor, algum problema? – um segurança de quase dois metros para a nosso lado, o rosto mal encarado.

- Pode colocar todos eles para fora. – ordeno.

- Sim senhor. – o segurança acena para os outros que logo cercam a mesa.

- Eu disse que era o dono. – sorrio em triunfo e orgulho.

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