Capítulo 2

- Qual seu nome? Perguntou ele.

- Manuela… respondi.

- Manuela, pra você eu sou Chefe OK?

- Sim…

- Sabe meu nome?

- Não…

- Me chamo Bernardo, mas aqui ninguém me chama pelo nome, somente de chefe, entendeu?

- Sim chefe…

- Boa menina… ele disse tirando os óculos… tenho que confessar, ele é lindo.

- Manuela eu sei que você não queria está aqui… que você foi mandada como pagamento de uma dívida a minha casa de luxo, então eu vou ficar com você…

- Que? Perguntei.

- Isso, vou ficar com você por um tempo e depois vejo o que você pode fazer aqui.

- Eu não quero ter problemas com a Marisol… eu disse.

- Problemas? Porque teria? Eu que mando aqui, ela faz o que eu mando senão é castigada.

Eu não disse nada, apenas fiquei de cabeça baixa.

- Preste atenção, aqui não é a mansão dos sonhos, é trabalho, eu não sou o cara romântico e apaixonado que trata as mulheres com carinho, se fizer algo errado eu te castigo, então seja boazinha.

- OK… eu disse.

- Agora vá para o banheiro, tome um banho, faça tudo que tiver que fazer, pegue na gaveta uma camisola, vista e volte aqui… não demore.


Eu fiquei parada, assustada, não tenho pra onde correr e nem o que fazer pra me livrar disso.


- Está esperando o quê? Vá logo… disse ele.


Me levantei e fui, fiz o que ele mandou, voltei com a camisola branca que encontrei na gaveta que por sinal haviam milhares de camisolas e lingeries de todas as cores. Parando em sua frente, eu fiquei esperando que ele dissesse algo, estava incomodada pois aquela camisola quase mostrava a minha calcinha, era de seda e também marcava muito bem os meus seios.

Ele se levantou e veio até mim.


- Uma pergunta importante… você é virgem Manuela? Perguntou ele e eu gelei.


Fiquei nervosa e a resposta não saía da minha boca.


- Responda, é virgem?


Eu apenas disse que sim com a cabeça, engolindo seco.


- Mais que merda! Disse ele… vem comigo… ele pegou em meu braço me puxando, saindo do quarto, descendo as escadas e indo até o salão, me soltou com tudo quase me fazendo cair.


- Jonas! Gritou ele bravo.

- Chefe… disse ele vindo do lado de fora.

- Leve essa garota e faça o que você já sabe que tem que fazer… disse Bernardo.

- Que? Jura? Ela é virgem? Que beleza, vem com o papai gostosa! Disse ele todo empolgado.

- Não, não, por favor, por favor… eu dizia já chorando.

- Anda Jonas não tenho o dia todo…

- Sim chefe, vamos delícia… disse ele me pegando pelos cabelos e me puxando.

- Não! Não por favor eu imploro, não não… eu dizia chorando e tentando me soltar dele, mas ele segurava com força meu cabelo e doía, ele me arrastava.

- Vem logo gostosa, você vai gostar, vou fazer com toda força e vai acabar rápido… dizia ele me puxando pra fora.


Bernardo observava tudo, mas não se movia, nem sequer tinha alguma expressão.

Jonas me puxou para fora me levando até um canto do jardim, eu chorava e tentava me soltar dele, ele me prendeu na parede, eu me batia e gritava.


- Me solta, me solta! Eu me batia.

- É das que resistem que eu gosto mais sabia… dizia ele beijando e mordendo meu pescoço, eu sentia nojo, tentava me soltar mas ele era mais forte que eu e me prendia.

- Não! Me solta seu nojento, me solta! Eu gritei e arranhei o braço dele.

- Sua vadia, olha o que você fez! Disse ele bravo me pegando novamente pelos cabelos.


Eu chorava muito pois estava mesmo doendo.


- Você vai me pagar… me disse virando um tapa em meu rosto me fazendo cair no chão.


Eu caí com as mãos no rosto e um pouco tonta, estava tudo meio embaçado, doeu demais esse tapa.


- Chega Jonas… disse Bernardo vindo até nós com as mãos no bolso, com um ar de tranqüilidade… Não bata na cara das garotas, não quero elas marcadas… ele disse.

- Desculpe chefe, mas essa vagabunda me arranhou sem que eu deixasse e estava resistindo.

- Desaprendeu a dominar uma mulher?

- Não, é que ela é um capeta!

- Levanta Manuela… disse Bernardo.

- Não consigo… eu disse ofegante, no canto da minha boca saía sangue.


Ele não disse nada, apenas me pegou pelo braço levantando e me puxando novamente para subir as escadas e passar pelo imenso corredor até seu quarto de novo.


- Vá ao banheiro e limpe seu rosto, depois volte aqui… disse ele.


Eu fui chorando, lavei meu rosto e limpei o sangue com um algodão, passei um remédio na ferida que havia ficado e voltei para o quarto dele.


- Já viu que aqui se você não faz o que mandam você paga, não viu? Disse ele e eu não respondi.

- Agora você vai ficar aqui, mais tarde você vai colocar um dos vestidos que há no guarda roupas, se maquiar e esconder esse hematoma, ficar bem bonita pois vai descer e ver como deve agir.


Depois disso ele saiu do quarto, eu me joguei no chão e chorei, chorei horrores, não tinha nem forças pra me levantar, a minha vida virou um pesadelo, eu não tinha nem como escapar daquilo, ou fazia o que tinha que fazer ou morreria de tanto ser castigada.

Eu sei que fique aí lo no chão até a hora de me arrumar e descer. Escolhi uma roupa, um vestido preto curto de mangas longas.

Fiz uma make escondendo a marca em meu rosto, deixei os cabelos soltos e com um pouco de volume, coloquei um salto, estava pronta.

Alguém entrou no quarto, era Marisol, ela me mandou descer pois já estava cheia a casa.

- Sorria e mude essa cara de mosca morta entendeu? Ela disse.


Apenas concordei com a cabeça e logo descemos.

De mulheres só tinha mesmo as que trabalhavam na casa, o resto era tudo homem… bebendo, dançando com as meninas, jogando dinheiro para as dançarinas no pole dance.

Desci as escadas e fui até o bar junto com Marisol.

Ela logo tratou de ir recepcionar uns americanos que chegaram.

Uma menina parou do meu lado.


- Oi… é nova né? Perguntou ela.

- Sim, sou… respondi.

- Clarice… prazer.

- Manuela.

- Você é uma sortuda sabia? Disse ela.

- Porque?

- Acha que é qualquer uma que fica no quarto do chefe e usa as coisas que ele tem lá? Ela disse.

- Não sei nem porque ele me escolheu, tem melhores.

- Ah gata, se ele te escolheu aproveite, ele não faz isso a muito tempo, a única foi Marisol.

- Eu não quero ficar aqui, vou fugir assim que puder.

- Se conseguir né querida, aqui eles vigiam a gente 24hrs.

- Dou um jeito… eu disse.

- Preste atenção no que eu vou dizer… seja ousada, o chefe te escolheu, seduza ele, aproveite o máximo que puder, faça ele ficar caidinho e aí quando ele menos esperar você foge pois ele vai te dá carta branca gata… ela disse.

- Como assim?

- Ele vai te dar liberdade quando ele conquistar tudo que ele quer com você, aí você vai poder fugir, seja sincera ele é lindo, só é frio, mas uma mulher pode deixar um homem louco se ela quiser, qualquer homem gata, seduz ele, faça ele comer na sua mão e aí você vai ter liberdade… Marisol só não foi embora porque ela gosta dele, e tá aí mais uma vantagem de ser escolhida, você será somente dele, não vai atender clientes.

- Parem de conversar e vão trabalhar… disse Jonas passando por nós.

- Pensa no que eu disse gata… disse ela baixinho e logo saiu.


É realmente eu fiquei pensando, se eu conseguir agradar ele, será que ele vai mesmo fazer isso que ela disse? Tenho que tentar, pela minha liberdade, e realmente ele é lindo, o problema é ser frio e não esboçar nada, nenhum sentimento, só frieza.

Vou tentar, não custa nada, se ele me escolheu é porque me quer.

Tenho que perder o medo, tenho que ser forte, ousada, não vou deixar ninguém me pisar aqui, vou ser superior a todas, até mesmo a Marisol, preciso fazer isso se quero ir embora.

Na mesma hora eu mudei a minha postura, levantei os ombros e o rosto, fiz cara de superior, com a auto estima lá em cima, pedi uma taça de champanhe no bar e bebi um pouco, eca era horrível, nunca havia bebido mas precisava fazer pose, depois comecei a caminhar entre as pessoas, os homens me olhavam dos pés à cabeça e eu sorria para eles levantando discretamente a taça como se estivesse cumprimentando.

Caminhei até as escadas e fiquei parada ao lado dos degraus, observando tudo… Jonas veio até mim.


- Você está deliciosa sabia? Disse ele.

- Como sabe se não provou? Respondi.

- Que isso, está ousada agora?

- Mudei de personalidade.

- Que bom porque mais tarde eu vou terminar o serviço que o chefe me mandou hoje mais cedo e não deu… ele disse dando um sorriso de lado.


Eu engoli seco, havia me esquecido disso, quando eu disse que era virgem ele não quis ter relação comigo, eu teria que convencê-lo a isso e teria que ser essa noite ainda, como vou fazer isso? Não tenho idéia, preciso pensar, usar meu charme, me fazer de inocente, sei lá… esse homem não tem sentimentos, como convencer ele?

Perdida em pensamentos nem notei que ele vinha até mim seguido de Marisol pendurada em seu pescoço, ele a abraçava pela cintura.


- Está perfeita… Disse ele me olhando de cima a baixo.

- Obrigado, chefe… sorri de lado.

- Suba! Irei em seguida… ele disse.

Eu apenas concordei com a cabeça e subi.

- Mas chefinho… disse Marisol.

- Vá recepcionar os americanos Marisol… disse ele batendo na bunda dela, ele fez cara de safada pra ele e foi.


Caminhei até o quarto e entrei, estava nervosa, teria que dá um jeito de fazer com que ele me tomasse agora, eu não queria que fosse com o Jonas, ele me dá nojo, teria que ser com ele, mas eu não sei nada sobre ele, não sei como ele trata uma mulher, se maltrata, se bate, se machuca, mas teria que ser com ele, meu coração parecia saltar do peito de tanto nervosismo. Finalmente ele abriu a porta do quarto e entrou.

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