Prólogo

Quando os Lobos Uivam - Vanessa Matos

Um pequeno vilarejo, o qual possui apenas cerca de dois mil e quinhentos habitantes, foi construído há muito tempo no alto de uma montanha, em meio ao nevoeiro que cobre todo aquele território, desde a madrugada até as primeiras horas da manhã. As árvores que compõem uma imensa floresta também são responsáveis por tornar o lugar bastante atrativo, mas ao mesmo tempo um tanto sombrio, visto que são entre as árvores que se escondem as criaturas mais aterrorizantes da região. E por isso, muitos moradores escolhem não entrar na floresta nem mesmo durante as horas do dia, devido ao medo de serem dilacerados por criaturas misteriosas que vivem em meio ao silêncio daquelas árvores, as quais possuem diferentes espécies, e que são tão próximas umas das outras que impedem que a claridade do sol penetre por entre as suas folhas.

De modo que os moradores se sintam mais seguros dentro de sua própria casa, eles se reuniram a fim de entrar em contato com uma das autoridades locais para que eles cercassem toda a área da floresta, a fim de que os animais, que lá vivem, não avancem para a área mais urbanizada. Entretanto, os responsáveis pela região alegaram não ter verba o suficiente para que eles pudessem realizar uma obra que proporcionasse a devida segurança, tanto para os animais que vivem na floresta, quanto para os moradores e turistas que vivem e frequentam a cidade, respectivamente.

Portanto, as pessoas passaram a se adaptar e a tentar conviver com os sons amedrontadores, como uivos de lobos gigantes, que ecoam em meio àquelas árvores e parecem se aproximar cada dia mais, acompanhados dos desaparecimentos que vêm se tornando cada vez mais comuns a cada dia que amanhece, fazendo com que os moradores fiquem com medo não só de entrar na floresta, mas também de transitar próximo a ela nos momentos em que eles devem ir ao trabalho, por exemplo, e seguir o seu cotidiano.

Devido aos inúmeros mistérios que ocorrem nessa cidade, ela foi apelidada de Carpe Diem, de modo que as pessoas que residem nesse lugar, e os poucos turistas que chegam até ela, aproveitem ao máximo cada dia como se não fossem viver o amanhecer do dia seguinte, visto que o amanhã tem se tornado cada vez mais incerto para cada uma das pessoas que tem algum tipo de contato com aquele lugar enigmático.

Leia este capítulo gratuitamente no aplicativo >

Capítulos relacionados

Último capítulo