CAPÍTULO 3 DYLAN BORNSTORM

DYLAN NÃO ESTAVA nem aí para mais nada, estava de férias na escola e nem queria saber de estudar mais.

Começou a frequentar primeiramente os barzinhos no centro da cidade – praticamente todos os dias. Como não era muito eloquente na primeira abordagem – sua aparência também não ajudava muito –, mandava bilhetinhos com poemas de Shakespeare...

Sabia que muita gente não conhecia os poemas dele mesmo –, pois ler hoje em dia já nem é mais um hábito de todos, apenas de alguns afortunados como ele.

Na primeira noite Dylan conheceu uma garota muito tímida chamada Mary Laine, era loira, alta, uma voz muito baixa, era uma pessoa muito agradável e inteligente. Era estranho, pois ele falava com ela e as pessoas davam risada dele.

Pelo menos ela era divertida... – pensava ele feliz consigo mesmo.

Eles riram muito naquela noite, mas ela não era como as demais garotas que frequentava aqueles lugares – uma garota vulgar, sem rótulos familiares – ela foi para acompanhar a amiga com o namorado, e assim que ela veio conversar comigo eles sumiram de vista e a deixou sozinha junto comigo.

O que foi uma maravilha...

Os dois ficaram horas e mais horas conversando, na verdade, foram os últimos a sair do barzinho naquela noite. Saíram completamente bêbados, e riam de tudo e de todos, como se o mundo fosse o comediante e eles os expectadores do maior espetáculo do mundo.

Quando eles chegaram em sua casa, foi fácil beijá-la, ele queria tanto aquilo quanto ela, mas os pais dela acordaram bem na hora “H”, então Dylan decidiu ir embora rapidamente para não causar nenhum transtorno para ela posteriormente, afinal:

    Não é todo dia que eu conseguia sair com uma mulher, ainda mais como aquela...

    Como ele estava completamente bêbado, mal conseguia andar e falar...

 Era a primeira vez que me embriagava...

E isso lhe rendeu inúmeros tombos até chegar em casa – na verdade, ele nem sabe como chegou.

Sua mãe e seu pai estavam quase malucos de tanta preocupação com ele, Dylan nem se lembrava de todo o sermão que levou naquela noite, apenas ouvia... – bla-bla-blá... parecia a professora do Charlie Brown –, ele tinha perdido completamente a noção de tudo o que acontecia ao seu redor.

Dylan dormi até às três horas da tarde no outro dia.

Minha cabeça parecia que ia explodir... me senti um sino sendo dobrado pelo badalo...

PARA QUEM TEVE A VIDA INTEIRA “uma vida politicamente correta” todos os dias que vivera até aquele momento, até mesmo Dylan achava que daquela vez ele tinha realmente exagerado.

Mas adorei...

Assim que melhorou a dor de cabeça por causa da enxaqueca, Dylan foi até a casa de Mary Laine para conversar sobre a noite passada – pois Dylan tinha adorado a conversa e tudo mais o que tinha acontecido, havia sido realmente maravilhoso, e ele estava ansioso para ter uma segunda dose de felicidade depois de tudo o que havia passado.

Mas foi muito estranho e inusitado...

Um verdadeiro sonho surreal...

Dylan chegou em sua casa, tocou a campainha e saiu uma doce senhora que disse que não morava nenhuma Mary ali.

Dylan insistiu:

— Deixei-a aqui nessa madrugada.

Ela disse:

— Desculpe, meu jovem, mas o que tinha era um jovem completamente embriagado falando sozinho na minha porta, com a completa convicção de que estava falando com alguém, mas como isso é uma coisa normal nos jovens de hoje em dia, nem liguei muito para o fato...

Dylan Agradeceu gentilmente e foi embora.

Não tinha muita coisa para ele fazer, ou a senhora estava escondendo o jogo, ou Mary Laine era mais uma de suas inúmeras fantasias, talvez uma garota que ele sonhou a vida toda. Ela tinha muito da Monique se for ver bem, vestia as mesmas roupas, falava baixo da mesma maneira que ela – quando a conheceu, era muito tímida.

Realmente foi difícil de acreditar que ela não existia, que fazia parte do seu acervo de amigos imaginários.

Sentia-me um completo idiota...

Mais do que eu já era...

NA NOITE SEGUINTE, Dylan decidiu ir novamente ao mesmo bar onde tinha conhecido Mary Laine, ela estava lá, mas fingiu que nem o conhecia. No entanto, Dylan conheceu outra garota chamada Nadja Ballie, era negra, tinha uma pele fantasticamente linda, Dylan jamais havia visto uma mulher negra tão linda quanto ela...

Se é que existia uma negra tão linda quanto ela... está legal... talvez a Naomi Campbel... fora essa exceção, talvez nenhuma...

Ficamos conversando na mesa do canto, parecia que ninguém tinha reparado em nós dessa vez...

Mas como? – Pensei – Uma mulher tão linda quanto ela e ninguém a vê? Mas queria companhia, indiferente se os outros a viam ou não...

Nadja sabia muito sobre moda, ensinou muitas coisas, fez Dylan vestir-se bem melhor, cortar o cabelo de um jeito mais moderno – nessa época era cumprido demais e escondia o rosto.

Eles saíram por quase um mês sem falarem para ninguém.

Dylan descobriu que ela também não existia quando a apresentou à sua mãe.

Ela disse:

— Você é muito linda, querida, adorei seus olhos verdes...

    Dylan percebeu imediatamente que Nadja também era fruto de toda a minha imaginação.

O sentimento de frustração foi inevitável, ele queria muito que ela fosse de verdade, parecia perfeita demais, uma pessoa que fazia ele se sentir uma pessoa normal novamente, com hábitos normais...

Assim como a Monique me fazia sentir...

Dylan decidiu nunca mais ir àquele barzinho, estava dando um azar desgraçado...

DYLAN COMEÇOU A FREQUENTAR inúmeros bares do centro da cidade. Conheceu inúmeras garotas.

A nova garota se chamava Juliane Smith, e fazia faculdade de Comunicações e Marketing:

Ela falava muito... meu Deus...

Era muito bonita também – nem tanto quanto a Nadja – ninguém era mais bonita que ela, nem mesmo a Monique –, mas era realmente muito bonita e atenciosa, fazia questão de saber se ele estava realmente bem, Dylan percebeu que era mais uma virtude que Monique tinha também.

Mesmo achando estranha essa coincidência, eles saíram por duas semanas.

Dylan foi a uma casa noturna:

Já estava ficando louco novamente...

Todas as garotas com quem Dylan saía tinham algo de Monique, como se fosse ela mesma que tinha entrado em sua mente, não fazendo esquecê-la...

Apesar de querer desesperadamente isso...

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