Mundo de ficçãoIniciar sessãoUma noite. Um erro. Um segredo impossível de esconder. Depois de fugir de um passado doloroso, Alana só queria recomeçar. Mas tudo muda quando ela cruza o caminho de um homem perigoso, misterioso e irresistível. O que era pra ser apenas uma noite acaba se tornando um pesadelo… ou um desejo impossível de esquecer. Grávida e sem saída, ela descobre a verdade: o pai do seu filho é o dono do morro mais temido da cidade. E agora… ele não pretende deixá-la ir.
Ler maisO celular permaneceu no chão. Tela acesa. Ligação encerrada. Mas as palavras de Elias continuavam ecoando dentro da cabeça de Alana. “Foi lá que seu pai morreu.” O ar parecia pesado demais agora. Difícil de respirar. Difícil de pensar. Difícil existir normalmente. Ela permaneceu imóvel. Olhos fixos em algum ponto inexistente do quarto. Seu coração batendo rápido demais. Forte demais. Como se tentasse fugir do próprio peito. Kael foi o primeiro a falar. Baixo. Cauteloso. — Alana. Ela não respondeu. Porque naquele momento havia apenas uma pergunta ocupando tudo. Uma única pergunta sufocante. Sua mãe sabia? Lentamente, muito lentamente, Alana virou o rosto. Olhando diretamente para ela. Sua mãe permanecia parada perto da porta. Pálida. Tensa. E silenciosa demais. Péssimo sinal. Muito péssimo sinal. Alana sentiu o estômago revirar. — Me diz que ele tá mentindo. A voz saiu baixa. Perigosamente baixa. Sua mãe fechou os olhos por um instante. Não respondeu
O silêncio após as palavras de Rafael foi imediato. Pesado. Violento. Quase físico. “Ele encontrou a chave verdadeira.” Alana sentiu o estômago despencar instantaneamente. Porque agora não existia mais dúvida. Não era sobre metal. Não era sobre arquivos. Não era sobre códigos. Era sobre ela. Seu corpo inteiro ficou rígido. Como se finalmente compreendesse o tamanho real daquilo tudo. Ela não era apenas envolvida. Ela era o centro. Excelente. Absolutamente excelente para estabilidade emocional. Rafael ainda segurava o celular. Expressão estranhamente séria agora. O que era particularmente alarmante. Muito particularmente alarmante. — Ele quer falar com você. Silêncio absoluto. Kael imediatamente ergueu o olhar. — Não atende. Resposta automática. Rápida. Mais intensa do que habitual. Alana virou minimamente o rosto para ele. Mesmo ferido. Mesmo claramente exausto. Ainda tentando protegê-la. Inconvenientemente consistente. Sua mãe falou logo depois. — Ka
O silêncio no quarto pareceu distorcer o tempo. Pesado. Imóvel. Quase irreal. Alana encarava Kael tentando decidir se tinha ouvido corretamente… ou se seu cérebro finalmente havia desistido da realidade. Provável. Porque sinceramente? Seria compreensível. — O quê? A palavra saiu baixa. Automática. Kael sustentou o olhar nela. Mesmo ferido. Mesmo claramente exausto. Ainda absurdamente sério. Sem ironia. Sem provocação. Pior. Sinceridade. — Você ouviu. Ah. Excelente. Resposta objetiva. Pouco útil emocionalmente. Alana cruzou os braços com mais força. Mecanismo defensivo ativado em potência máxima. — Não. Você definitivamente vai elaborar essa frase. Pedido extremamente razoável. Muito extremamente razoável. Kael soltou pequena respiração cansada. Parecia lutar entre dor física e necessidade de explicar algo que claramente evitou durante muito tempo. Interessante. Terrível. Mas interessante. — Seu pai criou o sistema em duas partes. A voz dele saiu bai
O silêncio após a frase do médico pareceu sugar todo o oxigênio da sala. Uma segunda chave. Claro. Porque aparentemente uma chave misteriosa nunca era suficiente nessa família emocionalmente instável. Naturalmente existiam duas. Alana permaneceu imóvel por alguns segundos. Tentando processar. Falhando moderadamente. Rafael foi o primeiro a reagir. — Certo. Então oficialmente entramos em território “segredo escondido dentro de segredo”. Comentário dolorosamente preciso. Muito preciso. O médico observava os dois claramente arrependido de ter dito mais do que devia. Sensato. — A chave ficou com os pertences dele. Pequena pausa. — Imagino que seja importante. Alana soltou pequena respiração nasal. — Infelizmente, tudo ao meu redor parece importante ultimamente. Resposta automática. Exausta. O médico assentiu educadamente. Provavelmente escolhendo não se envolver em drama conspiratório armado. Decisão profissional admirável. Assim que ele saiu, Rafael virou-se para
Último capítulo