A babá dos Gêmeos do CEO Obcessivo

A babá dos Gêmeos do CEO Obcessivo PT

Romance
Última actualización: 2026-05-14
Luísa Faruk Gerente   En proceso
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Resumen
Índice

Elena Santos tem dezenove anos, a conta do aluguel vencendo, a faculdade de Psicologia trancada e um currículo que só tem experiência em levar porrada da vida. A última tentativa é um anúncio de babá. Salário generoso. Moradia inclusa. Ela coloca a única blusa social que ainda tem botões e vai. Arthur Volpi é o dono da mansão. Quarenta anos. Viúvo. Bilionário. Conhecido no mercado financeiro como o "Inverno de Manhattan". Ele também é um pau no cu. A entrevista dura cinco minutos. Ele a humilha. Diz que ela é "inexperiente demais, muito jovem". Ela revida. Sai andando. Só que no saguão, a filha dele de seis anos, Lara, tem uma crise de pânico. Elena a ajuda e então Arthur a contrata. Ela é sol. Ele é gelo. Elena tem dezenove anos. Ela não quer salvar ninguém. Ela quer um teto, um salário, e que o Léo pare de pular na cama dela às seis da manhã. O problema é que o Léo chama ela de mãe por engano. A Lara volta a falar. O Arthur Volpi, o Inverno de Manhattan, chora abraçado nela no jardim de inverno. Agora ela tem que decidir: fica ou vai embora? Porque ele já decidiu. Ele quer ela. Mesmo odiando querer. E ela? Ela quer ele. Mesmo sabendo que não devia. O gelo está derretendo. Quando derreter de vez, não vai sobrar nada. Só fogo. --- Leia se você gosta de: homens gelados que derretem só para uma, protagonista que não cala a boca, crianças que roubam a cena, cenas quentes, e histórias que não fingem que amor é fácil. Porque não é. Mas quando é bom? Não precisa ser.

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Capítulo 1

1: A entrevista de emprego

O endereço era num bairro que eu só conhecia de novela. Sabe aqueles lugares que têm mais árvore do que gente? Pois é.

O portão abriu sem fazer barulho. SILÊNCIO. Na minha casa tudo range, tudo chia, tudo reclama. Ali parecia que até o ar tinha medo de fazer barulho.

A casa era enorme. Mas não daquele jeito brega de novo-rico com coluna e leão de mármore. Era uma casa que sabia que era cara. Que não precisava provar nada pra ninguém. Muro alto, hera trepando, jardim perfeito. A porta de madeira parecia que custava mais do que tudo que eu já ganhei na vida.

Uma mulher de uniforme abriu. Me olhou. Me mediu. Eu senti o olhar dela descendo, descendo, descendo até os meus sapatos de couro falso rachando na lateral.

Eu queria sumir. Virar fumaça.

— Oi, você deve ser Elena — ela disse. Voz eficiente. Como se estivesse lendo um manual.

— Sim — minha voz saiu meio estrangulada. Que ódio.

— O senhor Volpi está esperando.

O corredor. Madeira lustrosa. Meu reflexo no chão. Meu Deus, como eu estava acabada? A minha única blusa social com a gola desfiada. Meu cabelo que eu tentei alisar mas já tava armado de novo. Eu parecia... eu parecia o que eu era. Uma intrusa.

A sala. Meu coração disparou de novo.

Sofá de couro bege que parecia uma nuvem. Tapete persa. Livros. Plantas enormes. Lareira — quem tem LAREIRA em São Paulo? Gente que não precisa se preocupar com o preço do gás, só pode.

E ele.

Sentado.

Nem se levantou.

Arthur Volpi. Camisa branca, manga dobrada, barba perfeita, olhos escuros que não pediam licença pra nada.

Ele me olhou. Dos pés à cabeça. Vagarosamente. Como se eu fosse um documento que ele estava lendo antes de amassar e jogar fora.

— Sente-se — disse. Nem era uma ordem. Era uma sentença.

Sentei. Na beirada. O couro rangeu embaixo de mim e eu juro que quis morrer ali mesmo.

— Me diga por que eu deveria contratar você — ele fez uma pausa, e os olhos dele DESCERAM pra minha gola desfiada, SIM, ELE VIU — e não as centenas de mulheres que se candidataram, e muito mais qualificadas que você.

Um soco.

Sabe quando alguém te dá um tapa e você fala "não doeu"? Dói, sim. Doeu pra caralho.

— Senhor, eu sou muito proativa e...

— Sabe por que estou fazendo essa entrevista pessoalmente? — ele me cortou. Nem deixou terminar.

— Não, senhor — eu disse, com a voz já meio falhando. Raiva. Vergonha. Os dois misturados.

— Porque meus filhos são tudo para mim. — Ele inclinou o corpo um pouco. Só um pouco. Mas foi o suficiente pra eu sentir o peso. — E você não me parece a pessoa ideal.

Não me parece.

QUEM ele pensa que é? Quem ele pensa que sou?

Eu queria gritar. Queria falar que não sou só a minha roupa. Que não sou só a minha cara de cansada. Que eu estudei, que eu lutei, que eu sobrevivi a coisas que ele nem imagina.

Mas eu precisava do emprego.

Respirei. Fundo. Me segurei.

— Senhor, se me der essa chance, eu prometo que vou me esforçar — minha voz TREMEU, droga, ela tremeu — eu preciso mesmo desse emprego.

Eu preciso.

Mostrei a carta. Mostrei o desespero. Ele viu.

Os olhos dele brilharam alguma coisa. Não sei o quê. Tal pena? Talvez tédio? Não sei. Só sei que ele já tinha me descartado.

— Entendi — ele disse, recostando. — Mas não vai ser possível. Você é inexperiente demais e muito jovem.

Inexperiente.

Muito jovem.

Me levantei.

Minhas pernas tremiam, mas eu não ia deixar ele ver. Ajeitei a bolsa no ombro. Puxei o cabelo. Olhei pra ele.

— O senhor está certo — eu disse. Minha voz saiu limpa. Clara. Fria. A única coisa limpa em mim naquele momento. — Os seus filhos devem ser tudo para você. Por isso mesmo, eles mereciam alguém que soubesse olhar para uma pessoa sem julgá-la pelo que ela veste. Alguém que entendesse que a necessidade não é vergonha, e que juventude não é defeito. Mas o senhor não vai encontrar essa pessoa hoje.

Virei as costas.

Atravessei a sala. O tapete persa debaixo dos meus sapatos furados. A lareira fria. Os porta-retratos com os sorrisos das crianças.

Eu não era a pessoa ideal.

Nunca fui.

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Angelina Bastos
só espero que este não seja tão enrolado como os outros. e por favor se é para nos cativar com a leitura esteja mais atenta para não cometer gafes. que seja mais atenta a não trocar nomes, datas, idades ,pessoas que morrem e depois já estão vivas...... É um conselho
2026-05-10 22:56:38
0
29 chapters
1: A entrevista de emprego
2: O emprego é seu
3: Eu não sinto nada.
4: Então você é o sol que vai derreter o gelo.
5: Eu sinto tanto a sua falta...
6: Câmeras
7: Ele me viu pelada?
8: ENQUANTO VOCÊ MORAR AQUI, SEGUE AS MINHAS REGRAS.
9: Que inferno
10: Festa beneficente e sexo 🍆
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