Lily passou a tarde com a foto da mãe por perto.
Não o tempo inteiro nas mãos, porque eu precisei convencê-la a comer, beber água e descansar um pouco, mas a fotografia ficava sempre ali, perto demais para ser esquecida. Primeiro sobre o colo. Depois ao lado dos lápis. Depois encostada no travesseiro, como se a mulher dentro daquele papel pequeno tivesse se tornado, de repente, alguém que também ocupava o quarto.
Eu tentei agir com naturalidade.
Não consegui.
Havia alguma coisa diferente em