Passei a noite inteira com o contrato na cabeça.
Não o papel em si. Não as páginas, as letras miúdas, o valor absurdo que parecia grande demais até para caber em uma vida comum. O que não saía de mim era a certeza. Sebastian tinha feito aquilo comigo. Não com todas. Não por uma regra antiga da casa. Comigo.
E depois mentiu.
Na manhã seguinte, eu não bati na porta do escritório.
Empurrei.
Sebastian estava atrás da mesa, impecável demais para alguém que tinha acabado de destruir alguma coisa.