Passei o resto da manhã com o celular por perto.
Não porque eu esperasse uma solução.
Porque agora eu esperava o próximo ataque.
A voz da minha mãe ainda estava presa em mim. Uma mulher tinha ligado. Sabia meu nome. Perguntou do meu pai, do hospital, do dinheiro. Perguntou exatamente sobre a parte da minha vida que eu tentava manter de pé do outro lado do mundo.
Verônica não tinha apenas ameaçado.
Ela tinha encontrado o caminho.
Quando Lily voltou da escola, guardei o celular no bolso ante