Lily custou a dormir naquela noite. Virava de um lado para o outro, quieta, inquieta o suficiente para que eu percebesse. Não perguntou nada, não chamou, não reclamou. Só demorou a descansar, como se alguma coisa tivesse acordado dentro dela.
Na manhã seguinte, quando entrei no quarto, ela já estava acordada.
Sentada na cama.
Esperando.
Ela olhou para mim.
— É hoje, né?
Não foi exatamente uma pergunta.
Foi um lembrete.
— É hoje.
Ela assentiu devagar, mas o olhar correu até a janela ante