Alive: Até Quando Eles Permanecerão... Vivos?

Alive: Até Quando Eles Permanecerão... Vivos?PT

Iza Aster  En proceso
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Resumen
Índice

Samantha, é uma jovem escritora que vive com seu namorado esportista Alex na moderna ilha de Inorê, Austrália.. Numa manhã ela é acordada pelo namorado que a manda recolher somente o necessário, pois precisam sair do apartamento imediatamente. A princípio ela não compreende o motivo para tanto desespero, mas tudo fica claro quando ela se depara com o caos nas ruas. Numa tentativa de conter o perigo, as autoridades destroem a única ponte de saída da ilha, deixando a população de Inorê encurralada e a mercê de criaturas famintas. A partir de então todos os que tiveram que continuar no local terão que lutar por suas vidas, inclusive Samantha e Alex. O perigo que os rodeia não se resume a praga dos infectados, aos poucos novos sobreviventes também se mostram como inimigos. A confiança será algo extremamente raro neste cenário apocalíptico, assim como munições. E todos serão capazes de qualquer coisa para continuarem vivos.

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16 chapters
Prólogo
O movimento foi brusco, repentino. Com uma única mão e um toque, empurrou aquela porta de madeira. A porta correu desenfreada, batendo fortemente contra a parede e voltando graças ao impulso. Por longos segundos continuou a ir e vir, rangendo secamente e de maneira incansável.Os olhos verdes cor de água se mostravam atentos. A morena deu mais um passo, ainda não entrando, precisava esperar o que viria depois. Enquanto isso, a porta não parava de bater. A mulher analisou rapidamente o pouco que pôde enxergar. Estava uma bagunça. Naquela época caótica não havia mais espaço para cuidados com a beleza, isso estava estampado no estado da casa e da mulher, que tinha os fios de seu cabelo sujos e oleosos, mais longos do que eram há meses atrás, quando tudo começou.As pontas mais claras que antes eram luzes bem hidratadas e sedosas
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Inóspito
O som frenético de um salto agulha indo de encontro ao piso de mármore naquele elevador se confundia às conversas paralelas. Passava das três da tarde, era uma quarta-feira de verão e do lado de fora faziam 28 graus. Temperatura quente, mas que pouco incomodava aqueles que estavam ali dentro, o ar os mantinha num clima agradável, ao contrário do ânimo de alguns.O elevador descia. Tinha uma estrutura de vidros e espelho, proporcionando uma vista esplêndida da ilha e do mar de águas cristalinas. Aquele era um dos incontáveis prédios empresariais de luxo que faziam parte da agitada Inorê, um lugar de tirar o fôlego. Inorê pertencia à Austrália, era uma cidade muito nova, uma grandiosa ilha que havia sido comprada em 2009, na época da grande crise econômica mundial, e que nos últimos dez anos se tornara uma super cidad
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Mistério
O centro de Inorê contava com o trânsito dos sonhos. Não havia engarrafamento, as estradas viviam vazias, principalmente naquele horário. Os semáforos eram funcionais e qualquer cidadão devidamente regularizado podia comprar um carro, ainda que metade da população preferisse os ônibus públicos super confortáveis.Haviam 40 mil pessoas legalizadas, trabalhando e vivendo disciplinarmente na ilha. Ninguém ali queria perder nenhum privilégio; com Samantha não era diferente.A morena dirigia por aquelas estradas livres, tendo ao seu lado direito muito da beleza da ilha. Um detalhe curioso é que raramente você encontrava muitas pessoas na praia. A maioria preferia se dedicar ao trabalho, por isso quando se olhava para o lugar o que mais se via era a areia clara, quase branca, e o mar infinitamente verde. As águas salgad
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Incômodo
  Há poucos quilômetros de distância, em um dos pontos mais belos e considerado favorito entre os raros visitantes, o jovem Alex estava quase que da mesma maneira que Samantha o havia imaginado. O rapaz estava em um salto, servindo como instrutor para uma das poucas turistas autorizadas a entrarem na ilha.   Tal fato fez com que no começo, curioso, o esportista até mesmo pensasse em questionar o que ela havia feito para conquistar tal privilégio, porém, Alex logo desistiu da ideia. Passou a suspeitar que se oferecesse muita atenção à mulher poderia causar algum mal entendido. A loira de pele bronzeada e olhos azuis mostrara uma personalidade ousada e não tinha medo de mostrar seu interesse pelo rapaz.   — Tem certeza de que não está sendo enrolado? —  a mulher ergueu seus olhos na direção do instrutor atrás de si, levando o rosto também naquela direção. —  São dez anos de namoro.  — comentou
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Passado
Nenhuma vida é perfeita. Por mais que tenhamos os nossos momentos de sucesso, por mais que possamos usufruir do nosso progresso, o passado muitas vezes guarda cicatrizes, detalhes que marcam e voltam a machucar quando remexidos ou às vezes de maneira repentina. Samantha permanecia incomodada com o silêncio que nunca conseguiu perceber naquela realidade de contos de fadas. Ele a fez mergulhar nas lembranças que ela gostaria que nunca tivessem existido. A psicóloga sempre foi muito sonhadora, cheia de planos, alguém que sabia comemorar cada pequena vitória, pois se dispunha a transformar esses pequenos feitos em grandes oportunidades.  Anos atrás ela estagiava duas vezes por semana ajudando pessoas gratuitamente, o único inconveniente era seu baixo salário, decidiu então buscar outro algo para completar a sua semana e renda. Buscou recomendação de um dos seus professores, era muito jovem ainda, faria 23 anos, mas queria trabalhar em um grande centro clínic
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Estrangeiro
O celular tocou. Samantha estava tão imersa em suas lembranças que saltou pelo susto. Sorriu por isso e por ver quem ligava: "Dara Doida". Rapidamente atendeu, sentindo-se mais animada, por fim poderia despejar todas suas reclamações sobre alguém em quem confiava. — Fala logo, mulher! O que disseram sobre o seu livro? Será publicado quando? — Dara disparou sem nem permitir a amiga falar um “Alô”. Retirava as roupas de sua lavadora, colocando-as sobre o balcão da despensa que dava passagem para a varanda. Era uma mulher de longos cabelos cacheados e loiros, pele bronzeada, olhos negros grandes e ariscos. O corpo fugia do padrão imposto pela mídia, ela era baixinha e com algumas gordurinhas salientes, algo que a própria amava e admirava em si. Dara, além de tudo, era uma mulher segura e sincera, Samantha gostava da amiga justamente por isso.
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Descontrole
Carros-patrulha se aglomeravam em um ponto da cidade. A cena que seria incomum no passado, agora se tornava rotineira, algo que muitos em Inorê não desejavam enxergar, mas o jornal da cidade já havia posto os olhos sobre os fatos. Jornalistas são jornalistas em qualquer lugar do mundo, por isso eram tão poucos na ilha. E começaram a se arriscar. A cena do crime ficava na esquina de mais um edifício luxuoso, cercada por um perímetro de cinquenta metros. Era atípica até mesmo se comparada aos últimos acontecimentos. Um assassinato havia acontecido. Raras eram as pessoas que se atentavam ao fato, os poucos que passavam pelo local desviavam o caminho e seus olhares. Havia um corpo coberto sobre uma maca, mas para os vivos o trabalho de cada um sempre seria o mais importante. Boa parte dos acolhidos em Inorê agiam assim, como especialistas em ignorar o que acontecia de estranho na
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Sortudo
O fim da tarde chegou, era hora de Alex se despedir das crianças a quem dava aulas duas vezes por semana. Sendo sempre zeloso, tinha seus olhos sobre cada uma sendo levada pelos pais. O professor de capoeira apenas deixava a praia quando todas já tinham partido e isso acontecia quando o sol passava a se recolher. Essa era uma rotina que apreciava, que ainda fazia questão de manter, principalmente por ser incomum na ilha que tinha suas areias quase vazias. Aproveitar a beleza e a calmaria daquele lugar era algo descartável para muitos, e isso estava estampado nas expressões dos pais daquelas crianças. —  Vamos que eu ainda tenho que voltar ao trabalho. — uma mãe disse, carregando a última criança que fez questão de se virar para o professor e acenar em despedida, ele retribuiu o aceno sorrindo. Era por isso que Alex Brandão se considerava sortudo. Ele enxergava muito do que todos ignoravam. Ali, sentindo o calor do sol abrandar pouco a pouco, pensava no quanto as
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Paciente
Samantha não percebeu o tempo que passou rápido demais. quando olhou no relógio, mais um susto. Nunca havia perdido tanto a noção de horário, pelo menos não ali, naquele lugar onde você costuma ouvir em sua cabeça o tictoc do relógio contando o tempo que se esgota e você precisa aproveitar da melhor maneira possível, para a ilha… Agora a morena teria que correr para seu apartamento, gastara muito tempo em um quiosque à beira da praia, em uma tarde que poderia considerar de folga e que aproveitou para perder. Ela tinha que voltar para casa e escrever, precisava chegar em casa para descansar e no dia seguinte estar no seu consultório. Rapidamente pagou a conta e partiu, sentindo aquele leve sentimento de culpa que sentimos após perceber que perdemos nosso tempo com nós mesmos e tudo o que dizem ser insignificante para nossas vidas.Pelo menos ela poderia
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Paranóia
Assassinado… Ainda era difícil assimilar a notícia.Jaden não era um paciente comum, havia atraído muito da atenção de Samantha, tanto que recebera o seu número para ligar a qualquer momento em que precisasse.Desde a primeira consulta a psicóloga identificara os riscos que envolviam o rapaz, mas até então trabalhava com duas opções: paranóia e depressão, basicamente ele próprio era seu maior risco. Com o assassinato, Samantha teve suas teorias bagunçadas. Prescott era uma pessoa muito ansiosa e para a psicóloga, havia criado várias realidades em sua mente. Ele também se tratava com um psiquiatra, o que poderia apaziguar qualquer culpa que ela sentisse no futuro, Samantha havia feito tudo certo dessa vez, poderia se explicar facilmente, até mesmo para a empresa que Jaden trabalhava. As consultas eram imposição
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