ACASALAMENTO: LUA CHEIA

ACASALAMENTO: LUA CHEIAPT

Jade  En proceso
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Resumen
Índice

As estórias de lobisomem serão verdadeiras? Eles existem? Para alguns... é preferível que não. Para eles... certamente não. São vinte e oito lobos... impacientes! E logo, vão para a caça. Sua presa? Uma relés humana sem sorte na vida e tudo que resta a ela é fugir. Então fuja, fuja, fuja chapeuzinho. Pois o lobo mal está sedento... para acasalar!

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PRÓLOGO
    Por que eles existem? Humanos…    Patético!    Grandeza espera as criaturas capazes de construir cidades, vilas, castelos e toda uma nação. O mundo é rodeado delas. Desde o majestoso Palácio Dourado até as dunas Feéricas. Mesmo as cidades devastadas pelas guerras onde a pobreza reina… não são como as cidades humanas.    Todos têm algo em comum: vida. As humanas não. Ficou claro quando aquele povo chegou à América do Sul e devastou sua própria espécie, escravizando uns aos outros. Partiram o continente como carne a ser degustada e apesar da vegetação perdida… prosseguiram por séculos a escravidão.    Muitos povos souberam o que aconteceu e se perguntaram… por que humanos existem?    Para trazer doenças? Entristecer as
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CAPÍTULO 01
    Estava doendo… ardia e machucava.    Mas Dandara tinha que permanecer naquela posição.    Humilhante!    Vergonhoso!     E fingir gostar de empinar a bunda para que seu senhor pudesse se deliciar com sua vagina. Seu rostinho dolorido permanece em contato com a madeira, esfregando-se como uma esponja na sujeira. A ponta da mesa machuca sua barriga e os gemidos se misturam com o som do mar.    Ah! O mar tão pacífico, tão puro e limpo, cheio de vida e mistério. É algo mui
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CAPÍTULO 02
     A corrente era longa… parecia infinita naquelas águas, serpenteando como uma cobra e levando os navios até que os marinheiros não mais soubessem onde estavam.     No primeiro dia, notaram que não conseguiam escapar daquele rio dentro do oceano. Sempre que tentavam, eram puxados para a espuma agressiva da água, presa àquele grande redemoinho deitando rodopiando poderosamente sem nada engolir.    É uma potência veloz da natureza e não adiantava lutar. O capitão deu a ordem de consertar as velas e mastros e assim era feito enquanto a tripulação rezava para que encontrassem alguma ilha onde pudessem ancorar até se estabilizarem.    Sem como fugir, os remanescentes eram obrigados a deixar o oceano conduzir seus destinos.    Mas quando uma semana se pas
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CAPÍTULO 03
— H-Houvi dizer…— São só lendas!— Não eram lendas para mim… — para nenhum deles, na verdade. — E-Elas… Elas eram reais!    Sereias. Muitas são as criaturas que os marinheiros terminam e as belas mulheres da água eram uma delas. Deveriam ter desconfiado! Mas já era tarde demais.    Foi pura sorte três navios terem escapado.    E mesmo mais de uma semana depois, o trauma e os efeitos fazem homens se afundarem em rum e cerveja. Dandara era obrigada a ouvir as histórias ao servi-los e, pessoalmente, não considerava agradável. Mas era uma cativa sem escolhas, afinal.— H-Houvi dizer — à sua direita, um marujo recomeçava a falar, cambaleando ao ritmo do navio, com uma caneca vazia entre as mãos — elas comem os homens… e… e… não deixam ossos!— Você está b
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CAPÍTULO 04
    Que mistérios há nesse mundo? O que há além do conhecido para encontrar?    Parecia outro mundo. Algo visto e descrito apenas em livros. Retratações de um mero desenho irreal… porém real.    É verdadeiro!    É belo!    É assustador!    Que terra era aquela se erguendo sobre o mar escuro como um farol de beleza e perigo. Seria uma ilha?    A poderosa corrente na água, iluminada em meio aquele escuro, se desmanchava como uma corda desfiada até não passar de simples água brilhante. E perante a ela e aos picos de rochedo fluorescente, erguiam-se um penhasco imponente e mortal.    Com vários e vários metros de altura, irregular, afiado pelo tempo e b
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CAPÍTULO 05
     Estava frio.    Estava úmido.    Ver algo a poucos metros era praticamente impossível em meio aquela neblina densa.    Mas seguiu caminho, silenciosamente como a floresta. Nem mesmo pássaros piavam e o único som era os estrondos do mar ou o chuvisco causado pelo excesso de umidade na copa das árvores.    O chão era composto por raízes, terra, pedra, folhas secas, grama e musgo. Era recheado de arbustos e pequenas plantas, denso e verde.    Mas ninguém o notava. O som de suas passadas era encoberto por evitar os gravetos e as folhas, lentamente colocando seu peso sobre tudo que é macio e emplumado. Naquela manhã, ele era invisível.
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CAPÍTULO 06
    O silêncio chegava a ser angustiante.    Num litoral, além das ondas, se espera ouvir o som dos pássaros. Mas até as árvores e o vento pareciam silenciosos.    E nada se via além da neblina densa.    Chegava a ser assustador mal ver a mulher que dormiu ao seu lado quando abriu os olhos. Mas lá estava… cabelos negros, curtos, roupas surradas e um conjunto velho de trapos para si e seu filho sobrevivente as doenças, as sereias e a fome no porão do navio.    Dandara não viu muito quando o dia amanheceu além dos raios de sol repassar sobre a neblina e dar a sensação de alguns arco íris surgindo e se desmanchando conforme a brisa.    Estava frio.    Os pelos de seu braço estavam todos arrepiados e ela mal conseguiu dormir sem bater os dentes. Várias vezes
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CAPÍTULO 07
    O eco foi poderoso.    Ressoou através dos arbustos e da terra. A atmosfera pareceu ampliar a ressonância do grito, tornando-o a cópia perfeita do pavor que se agitou em Dandara.    Por que os humanos tinham que ser tão escandalosos?    Foi mais forte do que ela ver aquele olhar castanho, os cabelos mais escuros do que ela se lembrava daquele crânio decapitado. Pálido, com a mandíbula deslocada com um arranhão na lateral… tão profundo que rasgou a pele e ela podia ver seus dentes.    E lá, alguns vermes brancos se acumulavam, ondulando pela carne morta. Dandara sentiu o formigamento dos insetos, o pegajoso das minúsculas criaturas se acumulando no cadáver abaixo dela… subindo nela, entrando em suas roupas.   Ela g
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CAPÍTULO 08
     Estava pulsando…     Coçando.     Ardendo.     E pulsando ainda mais.     Ela suspirou, franzindo as sobrancelhas para as mãos. Aqueles cortes, as farpas e os bichos que insistiam em confundi-la com um cadáver. Havia lágrimas em seus olhos quando uma nova careta de dor se manifestou ao ter a carne novamente cutucada.     Então a pinça manejada pela senhora puxou outro bicho branco, gordo e cumprido da palma. Os dedos estremeceram. O ferimento ardeu como se aquele verme tivesse grudado com dentes em sua carne. Um filete de sangue escorreu e caiu no pano branco, junto a muitos outros.     As mãos de Dandara estavam inchadas e doloridas demais para
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CAPÍTULO 09
    Gostoso…    Delicioso!    Estava quente. E frio.    A sensação de maciez, de conforto e calor. De ser coberta, acolhida e praticamente desmaiar no mais profundo dos sonhos seria inesquecível para a vida de Dandara. Ela não queria sair, não queria acordar.    Era a primeira vez que ela se sentia assim e queria eternizar esse momento. Gostaria de poder morrer naquele momento se isso significasse que fosse sua última sensação no mundo: o conforto de uma cama.    Não era grande, graciosa com muitos mantos, muitas penugens e um colchão forrado digno de uma majestade… mas era uma cama. E ela estava lá, sorrindo e sonhando com aquela cama.    A tenda soprando ao vento, apenas feias constr
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