Sombras ao Sol

Sombras ao SolPT

Li Ka Hua  En proceso
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Resumen
Índice

Os desafios do primeiro amor. Sofia e Adam se conheceram na infância e nunca acreditaram que iriam se apaixonar, mas tinham a certeza de que seriam amigos para sempre. Pelo menos até que Adam comece a namorar Amanda e os sentimentos de Sofia mostrem que a amizade dos dois talvez não seja aquilo que pensou. Determinada a vencer as estranhas sensações que surgem no seu coração, ela embarcará em uma jornada que porá à prova sua amizade com Adam e a maneira como vê a si mesma.

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Adeus
A certeza da morte veio sobre mim como uma queimadura. Fiquei surpresa com quão rápido me resignei apesar do medo que devorava meu coração. Sua risada estridente ecoava por toda a casinha, a fumaça asfixiante dificultava minha respiração, o mundo girava em cores caleidoscópicas que lentamente convertiam-se em uma paleta monocromática enquanto a dor ia dominando todos os meus sentidos, sentia o sangue fluindo pela ferida aberta, incapaz de me mexer, lutando por um pouco de oxigênio enquanto sufocava. Lágrimas riscavam meu rosto conforme encarava a verdade de que morreria ali. ​As chamas devoravam as paredes do lugar que um da chamei de lar, cada madeira daquele refúgio guardava uma história que eu via desaparecer, alígera, em cinzas. Ouvi gritos de desespero e dor, uma sensação de gelo e terror subiu-me pela espinha dorsal, o crepitar do fogo engolindo a madeira e a ansiedad
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1. São José
Eu tinha cinco anos quando a minha família chegou ao fim. Era inverno, lá pelo fim de dezembro. A neve caía incansável dificultando o trânsito e, ao mesmo tempo, dando um toque especial à paisagem. As árvores cobertas de gelo com seus galhos secos e sua aura adormecida esperando pela primavera; os telhados das casas para mim ficavam muito mais charmosos nesta época do ano. Pessoas andando superagasalhadas transitando pelas calçadas de um lado para outro e, em alguns lugares, já se podia ver decorações natalinas. ​            Foi nesse clima gelado e festivo que cheguei a São José, depois que minha mãe enfim decidiu se mudar após o divórcio. Amava o meu pai, a separação foi dura, mas consideraram que, na minha idade, minha mãe seria mais “capacitada” para me criar e n&atild
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2. Reencontro Desnecessário
Dizem que quando as coisas vão bem demais você deve temer. Realmente, tema. Era um fim de semana como outro qualquer quando Adam e eu voltávamos da escola na sexta-feira, nos despedimos como sempre, prometendo nos ver na casa da árvore, mal sabia que quando entrasse em casa teria a mais desagradável das surpresas. Girei a maçaneta e larguei a mochila ao lado da porta como fazia todos os dias, já sentindo o cheiro inconfundível da comida da minha mãe, senti o estômago roncar e já ia abrir a boca para dizer que estava faminta quando a figura alta, bronzeada e loura apareceu diante de mim.— Olá, prima. — Ele sorriu mostrando dentes brancos. — Você evoluiu muito desde a última vez que te vi.— Mãe? — Gritei do hall de entrada esperando que uma mulher aparecesse e dissesse que entrei na casa errada.— Oh, oi, querida! — Para
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3. Surpresa
Quando o verão chegou, os pais do Adam não quiseram acordo. Ele iria para o acampamento e aquilo não era negociável, haviam gastado uma fortuna para enviá-lo para lá. Também roguei à minha mãe para me deixar ir com ele, mas além de não ter idade suficiente para ir a um acampamento, ela não tinha condições financeiras de me enviar para Birkingston. Assim, restava-me resignar com a partida de Adam.            Encontramo-nos na casa da árvore na véspera da viagem, o clima não era dos melhores, ambos estávamos chateados com a situação, nenhum de nós queria se separar.— Eu não queria ter que ir, mas eles não querem acordo — reclamou Adam — dizem que vai ser bom pra mim e blá blá blá...— Vamos nos ver quando
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4. Reações
Levei um tempo para processar a informação. A palavra namorada ficava repetindo na minha cabeça diversas e diversas vezes, ao ponto de me sentir enlouquecer por dentro. A pergunta que ficava era: Por que me sentia daquele jeito? Não fazia sentido, eu devia estar feliz com a notícia. Então por que não estava? Segurando a minha mão, Adam me trouxe de volta à realidade, fitei outra vez seus perfeitos olhos azuis e, como que acordasse de um pesadelo, ouvi a voz dele acalentar minha alma.— Tudo bem, Sofi? — Havia uma nota de preocupação na pergunta.— Ahn... O quê? — Perguntei, desnorteada.— Você tá branca como um papel ofício! Tá tudo bem? — Ele deu um passo na minha direção, aproximando-se mais.— Oh, tá sim... Eu tô bem. Prazer em te conhecer, Mandy. — Balbuciei as
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5. Diferentes
Adam já esperava quando cheguei ao cinema. O lugar novo era realmente fantástico, tinha lançamentos inéditos em cartaz, como o filme que íamos assistir. As luzes espalhadas pelo prédio me lembravam dos grandes edifícios iluminados de Las Vegas. Ele se aproximou de mim, sorrindo, já com os ingressos em mãos, e me abraçou forte:— Nossa Sofi, você está linda! — Falou em tom suave.— Ah, obrigada. — Respondi sem jeito. — Mas cadê a sua namorada?— Hmm... em casa. — Falou despreocupado.— Não convidou ela? — Perguntei, surpresa.— Não. Isso é um programa nosso, eu nunca convidei ninguém para os nossos programas, por que agora seria diferente? — Quis saber, sério. — Ela não vai interferir no meu tempo com você, Sofia. Como eu disse, nada v
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6. Presente
O relógio sobre o criado-mudo marcava nove e meia. Como era sábado, não me preocupei em levantar, o encontro com Adam não saía da minha cabeça, tinha mil perguntas sem resposta e me perguntava o que fazer para que tudo voltasse a ser como antes.             Pensava sobre vê-lo à tarde, na casa da árvore, como se nada tivesse mudado, precisava agir normalmente, se queria mesmo que as coisas voltassem ao normal, eu tinha que voltar ao normal. ​Espreguiçando-me, dei um bocejo. O sol estava forte, o vento leve entrando pela janela do meu quarto provocava um arrepio suave, quase revitalizante. Seria um dia perfeito para um passeio se eu não estivesse tão nervosa, com aquela pontada forte no estômago que parecia rodopiar, causando-me um enjoo forte. Tomei um banho quente e coloquei uma roupa leve, descendo até a cozinh
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7. Comemorações
Meu aniversário. Normalmente era um dos dias do ano que mais gostava depois do natal. Além de ser um dia que eu sempre comemorava ao lado de Adam, era um dia em que via ou falava com meu pai. Desde o divórcio, minha mãe estava sempre relutante em me deixar vê-lo; e com o trabalho que ele tinha, eram raríssimas as oportunidades em que ele viajava para me visitar e sempre com o cuidado de não encontrar com a mamãe. Não sabia o motivo do ódio mútuo, nunca soube a razão pela qual se separaram e nenhum dos dois gostava de tocar no assunto, então não insistia. Logo cedo, recebi uma ligação dele, se desculpando por não poder viajar e garantindo que o meu presente chegaria àquela tarde.— Tive problemas aqui, princesa, este ano não vou poder ir até aí ver você.— Tudo bem, papai, o importante é que pelo menos
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8. Confusões
Quando coloquei o pé fora de casa, Adam já estava a minha espera. Quase havia esquecido que íamos à escola juntos. Paramos diante um do outro, o ônibus não demoraria a passar.— Bom dia! — Ele me cumprimentou com um sorriso.— Bom dia... — Sorri sem jeito.— Como foi ontem com a sua mãe?— Bem... a gente se divertiu.            ​Ele olhou na direção do meu pescoço e sorriu, a clave de sol brilhava com o toque pálido da luz, eu havia prendido os cabelos em um rabo de cavalo. Queria perguntar a ele se havia ligado para a namorada, mas ele estava com um bom humor tão grande, fiquei com medo de estragar falando sobre algo que claramente o deixaria irritado. Adam nunca havia perdido um aniversário meu, nem eu um dele, mesmo assim, apesar de ter me desapontado por isso, era d
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9. Decisão
De: AdamVou sair da escola mais cedo. Mandy e eu vamos sair, passo na sua casa as sete, deixe a porta da sacada aberta.Recebida às 10:45            Reli a mensagem pela décima vez àquele dia. Não conseguia parar de pensar em Adam com a Mandy, o livro que tentava ler se tornava cada vez menos interessante, além de tudo, aquela música não saía da minha cabeça. Us Against The World. Quem diria que além do mundo teríamos que ficar contra nós mesmos! Desistindo do livro, coloquei o notebook sobre a cama e abri a rede social que compartilhávamos, não havia nada diferente no status do Adam e também não havia nada interessante para mim, me via incapaz sentir prazer em tudo que fazia há dias. Mesmo assim, estava disposta a ignorar aqueles
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