Renascida - Rosas Podem Ferir

Renascida - Rosas Podem Ferir PT

J. C. Widell  En proceso
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Resumen
Índice

Kelly tinha (cinco) anos quando um terrível evento abalou sua vida. Em uma noite aparentemente normal e rotineira, presenciou a morte de seu pai. Mesmo todos a sua volta falando que tinha falecido por causas naturais. Kelly sabia que tudo o que diziam era mentira. Ela sabia a verdade. Tinha presenciado uma horrenda criatura tirar a vida de seu pai, mas ninguém acreditava nas palavras de uma garotinha. Dês de então a vida dela mudou. Sem o apoio da família Kelly agora precisa viver com o auxílio de remédios. Remédios que a ajudam a bloquear possíveis alucinações e pesadelos decorrentes. Mesmo parecendo difícil, sua vida seguiu em frente. Até tudo novamente mudar. Um acidente sem precedentes a levaria para um novo mundo de descobertas. Um mundo sombrio que jamais imaginou existir. A partir do momento em que verdades são ditas, sua vida muda de ponta a cabeça. Não sabe ela que o mal em pessoa quer vê-la morta. E fará de tudo para sanar seus desejos.

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Prólogo
Sorocaba – SP30 de Setembro de 1994 O gasto giz de cera preto movimentado pelas mãos de uma pequena garotinha, não parava de desenhar o pedaço de folha de sulfite. Seus olhinhos verdes atentos a qualquer erro acompanhava suas mãos de dedinhos delicados. Seu trabalho – assim como gostava de chamar – estava quase pronto e em breve ele seria dado para alguém muito importante. Esse alguém era seu pai, que havia sofrido um grave acidente de carro e ficado impossibilitado de se comunicar. Ele constantemente sofria de dores extremas em seus músculos e ossos, o que fez com que os médicos o deixasse em coma induzido até os exames derem algo concreto para o seu tratamento. Sua mãe proibia a filha de entrar no quarto em que seu pai repousava, mas sempre arranjava algum jeito de entrar lá com sua irmã mais nova. E juntas ficarem a observa-lo inerte em sua cama.
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Capítulo I
AtualmenteUniversidade de SorocabaA cena de seu pai se retorcendo na cama ainda perturba a cabeça de Kelly. Mesmo anos após o fatídico dia em que o viu ser morto por uma criatura grotesca, sempre se deixa levar por seus pensamentos. Ela sempre buscou por respostas, fez diversas pesquisas em livros antigos e sites paranormais, mas nunca encontrou nada que comprovasse o que tinha visto. Seu pai havia morrido. Para os médicos e sua mãe ele apenas sofreu uma parada cardíaca, mas para Kelly que sabia toda a verdade ele morreu em decorrência de uma criatura que assombra seus pensamentos. Depois daquele dia ela ficou em choque, os pesadelos desde então nunca pararam. Sua mãe tinha que acalmá-la todas as noites, pois, acabava por acordar aos berros gritando o nome do pai. Os olhos brilhantes com faces deformadas e sorrindo para ela era o
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Capítulo II
Carline foi quem viu todo o acidente. Sentiu seu corpo ser jogado para a calçada e juntamente com correria e gritaria rapidamente notou que um carro desgovernado já estava se chocando contra Kelly. Foi tudo muito rápido e quando conseguiu realmente assimilar o que tinha acontecido gritou em desespero. A gritaria ecoou de sua garganta indo a todos os arredores da rua. Viu o corpo da amiga estirado ao chão quente de uma avenida movimentada de uma cidade mais movimentada ainda. Viu também o carro que a acertou se chocar - a poucos metros do acidente - contra um poste. Carline tinha a certeza que o motorista não tinha sobrevivido. Não era possível. Não com o estrago em que o carro se encontrava. A lataria da frente tinha virado um emaranhado de metal retorcido como se tivesse se chocado contra algo muito mais pesado do que ele. Ela podia ver faíscas de eletricidade cair dos fios do poste que serpenteavam em várias direções. Notou
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Capítulo III
Tudo estava escuro, mas não silencioso. Kelly estava escutando vários sons. Vozes gritarias, som de uma sirene que não soube distinguir se era ambulância ou polícias e finalmente uma voz que conhecia muito bem. Mesmo perdida na escuridão de seus pensamentos Kelly sabia distinguir a voz de sua melhor amiga. "Você vai ficar bem..."Era sempre a mesma frase que ela dizia. E que confortava e a acalmava. Ela não podia se mexer, mas sentia tudo. Uma dor alucinante vir de seu braço e ardência em várias partes do corpo. Sua cabeça também doía. Na realidade latejava, mas não conseguia se mexer ou formular frases. Estava presa em seu próprio corpo. Podia sentir a mão quente de alguém acariciar sua testa seguida da mesma frase que somente conseguia distinguir. "Você vai ficar bem. Aguente firme."Num momento distinto sentiu seu corpo ser sacodido. Ao fundo já não mais existia o s
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Capítulo IV
Kelly estava finalmente abrindo seus olhos. Sentiu a vista embaçada. Tudo ao seu redor parecia girar. Os pensamentos também estavam confusos. Era como se estivesse drogada com altas doses de seus próprios remédios. Fechou os olhos forçando-os e novamente os abriu. Desta vez sua visão estava um pouco mais nítida. Percebeu que estava deitada em uma cama que não era a dela. Podia sentir o cheiro doce no ar e sentir um frio gélido penetrar sua pele a arrepiando. Sua boca estava seca e amarga. Demorou segundo até finalmente assimilar e perceber que estava no leito de um hospital. Buscou em sua mente informações a que lembra-se o porquê de estar ali, mas a força a fez ficar com dor de cabeça. Olhou ao redor notando detalhes a sua volta. As paredes brancas e azuis perfeitamente límpida estampava e dava vida ao local vazio. Não havia quadros ou qualquer tipo de adereços que pudesse dar um diferencial a elas. Era apenas branco e azul. A luz fluorescente ao teto fez seus olhos latej
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Capítulo V
Carline ficou exatamente vinte dias sem ter nenhuma notícia de Kelly. Não foi por sua culpa ou falta de entendesse, mas sim pelo simples fato da mãe dela ter transferido a filha ao berros de um hospital a outro é proibindo sua visita. No dia do acidente Carline teve que informar Creuza dos fatos.  Ela sabia que a qualquer segundo a mãe entraria criando confusão e jogando na cara de Carline que era uma vagabunda e tantos outros nomes que não vale a pena listar. E foi o que ela fez.Carline estava sentada a espera de notícias de sua amiga. Tinha conseguido acalmar a tremedeira e o choro que saia involuntariamente. Tinha jurado para si mesmo que se visse Creuza não perderia a paciência. Prometeu isso para ficar perto de sua amiga, pois sabia que ela era capaz de tudo para manter a filha em cativeiro onde pudesse observa-la. Carline não entendia todo aquele ódio investido. Deveria ser falta de um novo macho, para satisfazé-la na cama. Mas Carline pensou que nem isso acalmaria
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Capítulo VI
Kelly não acreditou na mãe. Não podia simplesmente ter passado vinte dias em coma. Não era possível. Ela só podia estar brincando com Kelly. Era uma pegadinha de muito mal gosto.— Você está brincando não é? — perguntou Kelly ainda se negando a acreditar.Ela podia sentir a cabeça a cada instante latejar mais e mais. Deveria ser a pressão que subiu com a notícia ou pior estar tendo um derrame. Segurou as pontas fazendo uma careta a cada nova pontada que batia em sua nuca e testa.A mãe parecia não notar o desconforto da filha apenas ficou repetindo a mesma frase várias e várias vezes. Foi aí que várias coisas estranhas aconteceram. Em uma fração de segundo se lembrou de cada detalhe do acidente. Do carro, do empurrão que deu na amiga, da batida e da dor que veio em seguida. Tudo inundou sua mente como se estivesse vendo um filme em preto e branco. Lembrou-se de sentir seu olho esquerdo queimar e tudo ao seu redor ficar como o
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Capítulo VII
Assim que Carline e Orla entraram no hospital foram logo recebidos pela lufada de ar gélido e refrescante do ar condicionado a suas cabeças. Carline se sentiu aliviada por não ter que respirar o tóxico ar quente dos arredores da cidade. A temperatura ali dentro era perfeita para ela. Já para orla era um pouco além da conta, mas isso não era problema mesmo com o calor infernal do lado de fora ela sempre trazia em sua bolsa um agasalho pois o tempo sempre virava no fim da tarde. Ela já era uma senhora e tinha que se cuidar, porém para sua idade cinquenta e nove anos ela estava com a saúde em perfeito estado. Seus médicos ficavam admirado com a sua força de uma mulher de trinta anos. Ela sempre dizia a mesma coisa para qualquer um que perguntasse qual era o seu segredo: uma boa alimentação e uma ótima noite de sono. Isso bastava para ter uma vida saudável. Era óbvio que isso apenas não provinha uma vida longa tinha outros fatores envolvidos, só que não revel
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