Capítulo 4

- Então, você gostou Dani?

- Sim, é lindo aqui, muito agradável, gostei muito. - sorri olhando tudo ao redor, era mesmo lindo, luz baixa, flores e velas espalhadas, perfeito para o primeiro encontro.

O garçom trouxe o vinho e nos serviu, Edu levantou a taça e sugeriu um brinde…

- À nós dois?

Eu sorri sem jeito, e levantei minha taça.

- À nós dois!

Brindamos e bebemos um pouco do vinho, Edu me olhou fixamente e perguntou…

- Quer dançar Dani?

Eu disse que sim com a cabeça, ele se levantou e estendeu a mão pra mim, peguei sua mão e fui com ele até a pista de dança, começou a tocar What Hurts The Most - Rascal Flatts…  então ele passou seu braço em volta da minha cintura e segurou minha mão direita com sua outra mão, ficçou seus olhos nos meus e começamos a dançar, ele me conduzia lentamente enquanto me olhava, seus olhos percorriam todo meu rosto e eu ficava vermelha de vergonha o que fazia ele sorriu achando graça da minha timidez, eu sorria e desviava as vezes o olhar, mas seu olhos não paravam de me encarar, dançamos lentamente, meu coração estava disparado, seus braços me seguravam e me conduziam perfeitamente, era o momento perfeito para um beijo, nós ficamos nos encarando enquanto dançávamos, parecia que estávamos olhando um dentro do outro, olhando a alma, o coração… e aos poucos a música foi terminando e perdemos a chance do beijo, voltamos a mesa.

- Você dança muito bem Edu - eu disse bebendo um gole de vinho em seguida.

- Aprendi com minha mãe… ela sempre me diz que os homens precisam saber dançar pra conquistar uma mulher. - ele piscou e sorriu.

- Verdade, eu concordo com sua mãe, a propósito qual o nome dela?

- É Mônica…

- Ela parece ser uma senhora muito simpática, quando a vi na premiação achei ela uma fofa.

- E é, ela é muito amorosa, mas ela não me deixa em paz, sempre super protetora, querendo resolver os meus problemas sempre… 

- Ah esse é o propósito de toda mãe, a minha também é assim, não sei nem porque ela ainda não me ligou, deve ter sido meu pai que a convenceu a me dá espaço sabe.

- Então você tem seu pai a seu favor né, isso é bom.

- É sim, meu pai me deixa livre, sempre me deixou, ele sempre me diz pra mim viver os momentos sem medo de ser feliz e depois ver no que vai dá.

- Nossa, que legal, geralmente os pais são os que mais prendem as filhas, mas no seu caso, devia prender quando você era adolescente né? Agora não tem porque, você é uma mulher feita.

Engoli seco, se ele soubesse que ainda sou quase uma adolescente, uma jovem começando a vida, respirei fundo e tomei coragem pra continuar a conversa.

- Sim claro, quando eu era uma menina ainda minha mãe me prendia muito, tinha medo, mas meu pai sempre acabava convencendo ela a me deixar tomar minhas próprias decisões e meus próprios caminhos… mas e seu pai Edu? 

- Bom meu pai eu não conheci, ele deixou a minha mãe quando soube que ela estava grávida, minha mãe não desistiu de mim e eu nasci, a empresa que hoje eu sou presidente é herança do meu avô, ela é da minha mãe e dos meus tios, e eles me elegeram presidente quando eu terminei a minha faculdade de administração de empresas.

- Sinto muito pelo que seu pai fez… sua mãe foi muito corajosa em seguir em frente sozinha.

- Sim… por isso hoje eu vivo pra fazê-la feliz… mas ela diz que já está na hora de arrumar mais uma pessoa pra fazer feliz também… ele riu… ela acha que já tá na hora de me casar, ter filhos, formar família.

Estremeci por dentro… talvez essa seja a desvantagem de namorar alguém mais velho, os planos pro futuro… enfim não vou pensar nisso, viva o agora, viva o agora Daniele.

- É o sonho de toda mãe, ver os filhos casados, ter netos… é assim mesmo.

- E você, pensa nisso? Ou acha que é cedo demais? - quando ele me perguntou eu congelei, acho que paralisei, e agora? O que eu respondo? Respondo como uma menina de 18 ou uma mulher de 25? Não sei o que fazer…. Aí meu Deus, me ajuda… tomei fôlego e respondi.

- Sim claro, acho que no fundo todo mundo pensa, mas claro, quando encontrar a pessoa certa, que valha a pena abrir mão de sua liberdade para dividir a vida, os sonhos, os planos pro futuro sabe… 

- Eu concordo com você….

Depois de muito conversarmos, pedimos o jantar e comemos comentando sobre o quanto estava bom, sobre o que gostávamos de comer, etc etc etc… então terminamos, comemos de sobremesa bolo de chocolate, uma coisa que gostávamos em comum.

- Estava tudo maravilhoso. - Eu disse satisfeita.

- Que bom que gostou…

- Então Edu, topa dar uma passeio pelo calçadão agora? A noite está linda.

- Eu topo, vamos então?

- Vamos sim.

Nos levantamos e seguimos para a saída, Edu pagou a conta e disse a um dos funcionários do restaurante que seu carro ficaria ali, que ele voltaria mais tarde para buscá-lo, então nós saímos do restaurante em direção ao calçadão de Copacabana, ele segurou em minha mão para atravessarmos o que me fez sorrir… e começamos a caminhar, ele colocou sua mãos nos bolsos e fomos lado a lado contemplando a paisagem, as ondas do mar que estavam bem forte, a maresia que tinha um cheirinho tão bom, o friozinho que corria… Então ele quebrou o silêncio.

- Sabe Dani, eu não sou muito de me abrir pras pessoas, mas você me inspira confiança, sinto que você é bastante verdadeira, por isso quis lhe encontrar novamente, pra gente se conhecer melhor…

Enquanto ele falava o meu coração apertava em saber que ele pensa isso de mim e eu estou mentindo pra ele, senti meu peito muito apertado, uma bola na garganta me impedindo de respirar, uma angústia, uma vontade de dizer a verdade logo, mas não posso, agora eu não posso mesmo.

- Poxa Edu nem sei o que dizer, obrigado por confiar em mim, eu também sinto que posso confiar em você, você é um cara muito legal, muito simpático, cavalheiro, além de muito lindo… Fiquei vermelha quando disse, ele sorriu e parou na minha frente me fitando.

- Você que é muito linda, eu já disse isso hoje mas dizer de novo não é demais.

Os olhos dele me encaram e eu estava com as bochechas queimando de vergonha, mas não desviei o olhar do dele, ele tirou as mãos do bolso e tirou uma mecha dos meus cabelos que voavam em meu rosto, eu sorri…

- E fica mais linda quando fica envergonhada… 

Agora sim eu virei um tomate ambulante, acho que até o meu dedinho do pé ficou vermelho. Abaixei o rosto tentando esconder, mas ele segurou com uma das mãos meu queixo e me fez olhar pra ele, seus olhos estavam brilhando, seus lábios estavam me chamando, que vontade de beijá-lo agora mesmo, mas não vou, ele que vai tomar a iniciativa… ele foi chegando seu rosto pra perto do meu…

- Se você me permite eu queria fazer uma coisa… ele disse olhando pros meus lábios o que fez o meu corpo estremecer.

- Pode fazer… disse num sussurro já que seus lábios estavam a um centímetro de distância dos meus.

- Não vai doer, eu prometo… ele disse e eu apenas concordei com a cabeça, minha boca estava seca de tanto esperar, foi quando os lábios dele tocaram os meus bem devagar, a respiração dele me arrepiou, uma de suas mãos estava pousada em minha cintura e a outra sobre o meu rosto, e eu pousei minhas duas mãos sobre seu peito, nossos lábios se entrelaçaram num ritmo agradável como beijo apaixonado de novela, mas logo ele quis intensificar o beijo, explorando a minha boca com sua língua quente e ágil, e eu querendo surpreendê-lo dei uma leve mordida em seu lábio e ele deu um pequeno sorriso entre o beijo, sinal de que ele gostou, logo suas duas mãos estavam em volta do meu corpo me apertando a ele… o vento que batia, o mar, a lua que brilhava, aquele cenário estava lindo, meu corpo se arrepiava, estremecia e eu com medo dele perceber… nosso beijo foi terminando aos poucos com alguns selinhos sem pressa, e ainda abraçados ele disse…

- Doeu? Ele sorriu.

- Nem um pouco… eu sorri também.

E ele me abraçou, eu deitei meu rosto no seu peito e sussurrei… 

- Obrigado pela noite maravilhosa.

- Obrigado você pela sua companhia… - ele sussurrou em meu ouvido… - e pelo beijo maravilhoso que você me deu… me arrepiei com sua respiração quente e sorri.

- Mas foi você que me beijou…

Ele riu e eu ri também…

- Foi sim, mas você estava pedindo…

- Eu? Claro que não, convencido! 

- Tá bom, eu queria, mas você também queria.

- Tá certo, eu queria, mas foi você que tomou a iniciativa.

- Foi sim, e vou tomar denovo…

E nem me deixou responder, me beijou novamente, e eu retribui, e ficamos trocando beijos, risos e algumas palavras bobas por um bom tempo.

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